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Cheiro de livro antigo

08 mai

Ótimo vídeo explicando de onde vem o cheiro dos livros antigos.

 
 

Nas Sombras

07 mai

por Frini Georgakopoulos

Fantasmas. Eu simplesmente AMO histórias sobre fantasmas, desde os assustadores – como “A Mulher de Preto” (Ed. Record) – até os românticos – como “A Mediadora” (Galera Record). Por isso, quando recebi “Nas Sombras”, também da Galera Record, eu caí dentro e não me desapontei.

Jeri Smith-Ready narra a história (em 1ª pessoa) de Aura, uma adolescente que curte música, está se preparando para dormir pela primeira vez com seu namorado, Logan, e divide seu tempo entre os afazeres da escola e do trabalho. Aura é bem normal, se não fosse pelo fato de que consegue ver e interagir com fantasmas. Todos nascidos a partir do aniversário de Aura (atenção, isso será importante) também têm esse capacidade. O mundo aceita isso, mas existem controvérsias sociais e políticas no meio de tudo. Tudo vai bem, dentro do possível, até que uma tragédia coloca a vida da protagonista de cabeça para baixo: Logan morre (e não, não é spoiler!).

Aura precisa, então, lidar com um dilema: manter Logan ao seu lado em um relacionamento complexo e até triste, ou ajudá-lo a fazer a passagem para o outro lado. Um dos perigos de Logan continuar no “mundo dos vivos” é ele se tornar uma Sombra. Para explicar uma Sombra é muito fácil: fantasmas tão zangados que só um Winchester dá conta!

No meio disso tudo, chega Zachary (ou Zach), o segundo gatinho da trama. Transferido da Escócia, o rapaz logo se torna parceiro de trabalho de Aura em um projeto que pode levar a jovem a desvendar mistérios que envolvem sua mãe. Ou seja, a cada página virada, a trama se complica.

“Nas Sombras” foi uma surpresa boa demais! A narrativa é ágil, gostosa de acompanhar e com personagens bem desenvolvidas. Embora condene alguns clichês – como Zach ser o “garoto-novo-transferido-parceiro-de-trabalho-da-protagonista” e colocar nomes “famosos” (uma personagem chama Eowyn, em homenagem à personagem homônima criada por Tolkien) -, eles não são fortes o suficiente para ferir a trama.

O livro é original e Smith-Ready vai contando as peculiaridades desse mundo sem dar a sensação de o leitor estar sendo conduzido pela mão. Nesse sentido, “Nas Sombras” é realmente excelente! Ah, e o final tem um gancho que faz o segundo livro entrar para a lista de desejos muito rapidamente! “Nas Sombras” é o primeiro de uma trilogia e o terceiro livro acabou de ser lançado nos EUA.

 

Poesia na Virada Cultural 2012

05 mai

Neste sábado e domingo, a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (Avenida Paulista, 37 – São Paulo/SP), participa da Virada Cultural 2012 promovendo a Virada da Poesia. No decorrer do sábado, 5, os escritores Alice Ruiz, Marcelino Freire, Evandro Affonso Ferreira e Ademir Assunção apresentam-se na Virada da Casa, que também traz os performers Lucio Agra, Orlando Scarpa e Ismar Tirelli, além do Grupo Riverão, que vai fazer a leitura integral do romance Catatau, de Paulo Leminski, madrugada adentro. Os fundadores do Sarau da Cooperifa, Sérgio Vaz e Marco Antônio Pezão, promovem um sarau especial, à meia-noite. Confira a programação completa.

Fonte: PublishNews

 
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História mal contada

05 mai

A inundação na sede da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ocorrida anteontem devido ao vazamento de um duto do ar condicionado, foi muito mais grave do que a direção da instituição informou. Obras da primeira metade do século XX foram atingidas, jornais ficaram completamente encharcados e as goteiras chegaram até o setor de manuscritos. Os danos totais, segundo funcionários que estiveram no local, ainda não podem ser mensurados. Além disso, no início de abril, a biblioteca passou por outra inundação, esta na hemeroteca do prédio anexo, na Praça Mauá. Este incidente nunca foi tornado público e atingiu 48 volumes de arquivo, cada um com 30 exemplares de jornais, alguns raros. Hoje, teme-se que o estado das instalações dos prédios da FBN possa causar novos acidentes.

Fonte: O Globo – 04/05/2012 – Por André Miranda

 
 

Mais números da Pottermore

05 mai

Foram três milhões de libras vendidos em e-books no primeiro mês de operação da loja Pottermore, abrigada no portal que expande na internet o universo dos livros Harry Potter. “Nas últimas duas semanas, vimos as vendas se estabilizarem, mas elas continuam muito significativas, e muito além do que originalmente projetamos”, disse o principal executivo da empresa, Charles Redmayne. Ele afirmou ainda que a pirataria diminuiu e que as vendas de cópias físicas dos livros da série aumentaram, contrariando o receio de que o lançamento dos e-books canibalizariam os impressos e estimulariam as cópias ilegais. O portal, que teve conteúdo interativo lançado há duas semanas, contabiliza no período 22 milhões de visitas de sete milhões de usuários únicos – além de 4,2 milhões de tentativas de fazer poções e 39,9 milhões de duelos de bruxos.

Fonte: The Bookseller – 04/05/2012 – Por Philip Jones

 
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Livro usado dá desconto em livro novo na Fnac

28 abr

Quer comprar um livro novo? Doe um usado e ganhe 10% de desconto na compra. Essa foi a ideia que a Fnac de Ribeirão Preto, no interior paulista, começou a colocar em prática dentro de um projeto piloto para estimular a doação de livros. Segundo a rede, a iniciativa é inspirada em ações semelhantes desenvolvidas na Espanha e em Portugal, e os resultados dos primeiros dias foram considerados animadores, com centenas de doações. As obras são encaminhadas para a ONG Casa das Mangueiras, que cuida de 100 crianças e adolescentes.

 
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Disputatio na Casa do Saber – SP

26 abr

A Casa do Saber (rua Mario Ferraz, 414) promove mais um Disputatio* nesta sexta-feira, 27 de Abril, às 20h, com dois importantes pensadores: Oswaldo Giacoia Junior x Vladimir Safatle.

O tema: O Homem Está Morto? Os Destinos do Humanismo. A mediação será do jornalista Mario Vitor Santos.

Encontro: 27/4, sexta-feira, das 20h às 22h
Valor: R$ 115 na inscrição

*Os disputatios (disputas, discussões) eram centrais na formação do pensamento filosófico na Idade Média.

 
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Ediouro leva novo livro de J.K. Rowling

24 abr

Quatro editoras receberam nesta manhã a informação, por e-mail, de que não levaram o livro adulto que J.K. Rowling lançará em setembro, sua primeira obra depois da saga Harry Potter. Já a Ediouro recebeu a boa notícia: foi a vencedora do disputado leilão e publicará, no Brasil, The casual vacancy. O diretor da área de livros da editora, Antônio Araújo, confirmou ter recebido o comunicado da The Blair Partnership, agência que negocia os direitos da obra internacionalmente, comunicando que a empresa saiu vencedora da disputa no Brasil. Também participavam do leilão a Rocco, que publicou Harry Potter, a Novo Conceito, a Intrínseca e a Record.

As expectativas em torno do lançamento de The casual vacancy são muito altas, já que Rowling vendeu mais de 450 milhões de exemplares com sua saga infantojuvenil, entrando para o rol de autores recordistas de vendas de todos os tempos. Há quem preveja que o romance adulto da autora facilmente venderá mais de um milhão de exemplares no Reino Unido quando estiver nas livrarias – lá, ele será publicado pela Little, Brown.

A aposta é tão grande que as editoras do mundo todo fizeram ofertas financeiras às cegas, no início deste mês, sem saber nada sobre a história do romance. As cinco melhores propostas de cada território foram selecionadas e mais informações sobre o livro foram reveladas. Segundo a coluna Painel das Letras, da Folha, as editoras brasileiras participantes tiveram que apresentar um plano detalhado de edição e de marketing na segunda fase da disputa.

As editoras vencedoras em outros territórios ainda não foram anunciadas publicamente pela The Blair Partnership.

Fonte: PublishNews – 24/04/2012 – Roberta Campassi

 
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Lançamento: Nietzsche x Kant

18 abr

A Casa do Saber, a Casa da Palavra e a Livraria da Vila promovem o lançamento de “Nietzsche x Kant – Uma disputa permanente a respeito de liberdade, autonomia e dever” com a presença do autor, Oswaldo Giacoia Junior*.

No encontro, o autor falará sobre o livro e lerá trechos selecionados do diálogo entre Sócrates e Alcebíades, relatado por Platão. Logo em seguida, haverá sessão de autógrafos na Livraria da Vila.

A obra, quarto volume da Coleção Casa do Saber, coloca em diálogo dois pensadores: Immanuel Kant (1724-1804) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). O encontro apresenta os possíveis embates entre os filósofos acerca da mente humana e da vida em sociedade, questionando até que ponto os valores são predeterminados e se o ser humano é verdadeiramente livre.

Esse debate auxilia na compreensão do mundo contemporâneo ao pontuar situações delicadas como a possibilidade de imposição da democracia e dos direitos humanos como prática universal ou, por outro lado, a observação da vida individual como um estilo estético sob a responsabilidade de cada um e não como resultado de um imperativo moral, uma noção de bem que é válida para todos.

Data: 20 abril
Dias/horários: Sexta-Feira, das 20h às 21h
Valor: R$ 0,00 na inscrição
Observações: Vagas limitadas. Inscrições Gratuitas pelo telefone (11) 3707-8900

*Professor do Departamento de Filosofia da Unicamp. Formado em Direito pela USP, é mestre em Filosofia pela PUC-SP e doutor em Filosofia pela Freie Universität de Berlim. É autor de diversos livros, entre eles “Nietzsche e para além de bem e mal” (Zahar, 2005) e “Sonhos e pesadelos da razão esclarecida” (UPF, 2005), entre outros.

 
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Fifty Shades of Grey, a trilogia

09 abr

Carolina Araujo Pinho

Fifty Shades of Grey

Tenho como hábito ler, de tempos em tempos, a lista dos livros mais vendidos do jornal americano The New York Times. Há algumas semanas o número um da lista era “Fifty Shades of Grey”, quando li ele estava há duas semanas nessa colocação e os demais apareciam entre os 20 mais vendidos, hoje ele já está há cinco semanas e os dois outros livros já subiram para a lista dos cinco mais vendidos. A curiosidade bateu e fui pesquisar sobre o livro, de cara surgiu essa matéria, do mesmo New York Times, falando sobre essa trilogia. Nos dias que se seguiram começaram a surgir noticias sobre o novo fenômeno literário, sobre a venda de direitos para o cinema e a disputa para a publicação da trilogia nos mais diferentes países. Respirei fundo, peguei meu kindle e baixei a trilogia escrita por E L James.

Tinha uma vaga ideia do que iria ler, sabia que era classificado como literatura erótica e que começou como uma fanfic de “Crepúsculo”.  E L James acrescentou a esse dois ingredientes um pouco de sadomasoquismo e criou um fenômeno literário. “Fifty Shades” é o primo glamourizado de “Jessica”, aqueles livrinhos que são vendidos na banca. A profundidade da historia é a mesma só as cenas sensuais que ganham um tempero a mais.

Minha única referencia para esse tipo de literatura é um livro da coleção Fuego da Harlequin. Lido depois de um papo muito do divertido com a Vivi Maurey em que ela disse que valia a leitura para conhecer e para se divertir, porque o texto era tão ruim que dava vontade de rir. Ela sugeriu um com vampiros, mas estava esgotado e eu acabei com um com paranormais. O texto é bizarro mesmo, de dar risadas como a Vivi disse. Tendo esse livro como parâmetro parti para a trilogia.

O enredo é bem básico, jovem universitária, Anastacia Steele, conhece por acaso um mega empresário misterioso, Christian Grey, que se apaixona por ela. Christian é apresentado igual ao Edward de “Crepúsculo”, mas aqui ao invés dele ser vampiro ele busca alguém para ser submissa a ele nos seus jogos sexuais. O primeiro livro é basicamente isso. São os dois se conhecendo e acertando os termos de um acordo para que Anastacia seja submissa. As cenas de sexo são um pouco mais quentes do que as dos livros tipo “Jessica”, estão mais para a coleção Fuego da Harlequin, só que aqui envolve algemas, chicotes, vibradores e um Red Room of Pain.

O ponto mais polemico da trilogia é, provavelmente, as chicotadas e o espancamento. Durante todos os livros é defendido que os dois são adultos e o que eles fazem entre quatro paredes faz parte de um acordo entre eles, com regras predefinidas. E L James não trata esse aspecto de seu livro como uma polemica, mas justifica bastante ao longo dos três livros.

O segundo livro, assim como em “Lua Nova”, começa com os protagonistas separados. Isso não dura muito e eles voltam a envolver. Para que a historia não continue na mesma surgem dois personagens que vão atormentar nossos heróis. Uma em “Fifty Shades Darker”e o outro só no terceiro livro “Fifty Shades Freed”.

Na verdade, esses personagens aparecem como uma ameaça aqui nada mais é do que uma desculpa para que Christian mostre toda a sua loucura por controle e sua fixação em Anastacia. Essa obsessão por controle é completamente creepy e a autora passa os três livros tentando justificar esse traço de Christian. Ela mostra traumas de infância e situações perigosas, mas nada justifica o nível de paranoia do personagem. Anastacia até tenta debater o problema mas sempre cede.

Anastacia tinha tudo para ser uma boa personagem, decidida e independente, mas é tudo mentira. Ela até tem uns embates, mas é incapaz de resistir a Christian. E depois de três livros esses confrontos ficam repetitivos e sem nenhuma surpresa para o leitor.  Anastacia tem um quê de Bella Swan mesmo, entra no mundo de Christian e se torna apenas uma sombra do que poderia ter sido. No ultimo livro ela mostra um pouco de coragem e tem até um bom  momento, mas aí a trilogia já está no fim e o leitor fica sem saber se ela cedeu mais uma vez ou não.

Christian deveria ser um personagem melhor construído, tem um trauma infantil à la Dexter e a autora tenta, todo o tempo, justificar suas ações com esse trauma. O que acontece é que ele é sedutor como um vampiro e, por falta de melhores palavras, creepy e kinky.

A chegada de “Fifty Shades” ao topo dos mais vendidos pode ser, como fala o artigo do New York Times, um efeito colateral dos e-readers. Uma vez que ninguém sabe o que você está lendo mais pessoas passaram a comprar literatura erótica. Isso pode até ter colaborado, mas não podemos esquecer que esse segmento só faz crescer e tem um público fiel. A melhor comparação é com a indústria dos filmes softporn, todo mundo sabe que ela existe, que dá dinheiro, mas não é considerado cinema de qualidade. O mesmo se aplica a literatura erótica. Vejo “Fifty Shades” como “Nove e meia semanas de amor”, faz sucesso mas não é bom. Teremos filmes, já foi fechado um acordo com a Warner, e a trilogia chega ao Brasil esse ano pela editora Intrínseca.

 
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