5 livros escolares que merecem relidos

Dom Casmurro

O maior clássico de Machado de Assis é leitura obrigatória no colégio. Com meus olhos adolescentes achava tudo meio chato e lento. É verdade que um curso, ainda no colégio, sobre Machado melhorou um pouco a minha visão do livro e me fez querer relê-lo. Nessa releitura consegui apreciar melhor a obra, mas foi só depois de um curso com a Ana Maria Machado, anos depois, que uma nova releitura me fez entender o porquê desse livro ser um clássico. Insista, pegue o seu exemplar dos tempos de escola e releia. É, de fato, genial.

Senhora

Esse clássico de José de Alencar é um caso raro de livro que todos os meus amigos odiaram no colégio e que eu amei desde a primeira leitura. Talvez tenha a ver com o fato de o Marco Antonio, meu maravilhoso professor de literatura, ter dado como leitura obrigatória e dito “é sobre a prostituição masculina”. A história de Aurélia e Seixas me encantou desde o começo e vivo recomendando que as pessoas releiam.

Capitães de Areia

Jorge Amado é um escritor que nunca me conquistou e o pior é que o primeiro livro que li dele eu adorei. “Capitães da Areia” mostra a realidade de garotos de rua em Salvador, os personagens são ótimos, a história envolvente, tudo funciona até mesmo para adolescentes que não querem muito ler os livros obrigatórios do colégio. Reli o livro já adulta e ele ganha outras camadas. Foi com ele que comecei a apreciar a releitura. Principalmente se você curtiu lê-lo no colégio, leia novamente, você mudou e isso muda a experiência.

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres

O primeiro contato com Clarice Lispector é sempre marcante. No colégio tinha certeza de que estava perdendo alguma coisa daquele livro intenso e que me intrigava tanto. Anos depois peguei para reler e foi algo completamente novo, me fez ler mais Clarice e por isso já foi um ganho. Não é uma leitura simples e acredito que esse seja um desses livros que relerei várias vezes ao longo da vida.

Uma História de Rabos Presos

Já escrevi aqui várias vezes sobre esse livro. Era leitura obrigatória nos meu primeiro ano de colégio e desde então tornou-se um dos meus livros preferidos. Dou de presente para filhos de amigos, empresto a minha cópia e vivo falando dele. Foi escrito em 1989 e a atualidade do que Ruth Rocha escreve sobre os poderosos é aterradora.

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