5 livros sobre música brasileira

Uma História do Samba

Começando a lista como principal ritmo nacional. No primeiro volume dessa biografia do samba Lira Neto vai às origens desse ritmo, mostra a importância dos terreiros, das Tias, principalmente, Tia Ciata. O livro é fruto de uma minuciosa pesquisa e vai percorrendo os anos falando dos personagens mais importantes, dos que inovaram no ritmo, no surgimento das primeiras Escola de Samba. É mais do que um livro sobre um ritmo musical, é o um mergulho na formação da uma identidade nacional e da cidade do Rio de Janeiro. É desses livros que não dá para colocar de lado, imperdível.

 

Tropicália

Fui ler sobre a Tropicália porque meus ouvidos, nascidos na década de 1980, não conseguiam entender qual era a grande inovação. Foi lendo sobre o movimento, que vai muito além das músicas, que comecei a entender as rupturas que ele propunha e como isso mudou a nossa música. Foram os tropicalistas que trouxeram as guitarras para a MPB, alias, em um dos episódios mais ridículos da nossa cultura aconteceu até mesmo uma passeata contra a guitarra (isso não é zoação). O perigo desse livro é você querer ouvir em loop o disco inaugural do movimento.

A Era dos Festivais

Se há uma época da história do Brasil que estudo é a da Ditadura Militar, todos os aspectos dela. Nesse livro Zuza Homem de Mello conta sua experiência nos festivais da canção que eram ao mesmo tempo um palco para a resistência ao regime ditatorial e um fenômeno cultural.  Nos festivais surgiram nomes como Caetano Veloso, Elis Regina, Nara Leão. Os mutantes, Chico Buarque e uma geração inteira de nossos melhores cantores e compositores. Zuza trabalhou nos festivais e vai contando sua experiência de quem viveu tudo aqui, as torcidas, as vaias, as cenas clássicas como o festival de 1967 onde Sérgio Ricardo quebrou e jogou o violão na plateia por causa das vaias. Esse período forjou uma geração de cantores e compositores que estão aí até hoje.

Noites Tropicais

Nelson Motta foi um participante da Era dos Festivais, estava lá como compositor, é amigo e convivia com os principais nomes revelados nessa época. O livro é mais do que isso, vai falar também de toda a carreira dela na música. Há um polêmica no livro, ele afirma que Edu Lobo compôs e inscreveu uma música para perder um festival, Edu reclamou bastante do que foi escrito sobre ele. O que importa aqui é visão de Nelsinho sobre o que viveu e foi testemunha. É um livro leve e que perpassa boa parte da cena musical brasileira da última metade do século passado.

 

 

A Noite do Meu Bem

Um Rio de Janeiro ainda capital da república, pré Bossa Nova. É a época das cantoras do rádio e de uma Copacabana que abrigava a boemia carioca. É um livro nostálgico, repleto de sambas canção e músicas de dor de cotovelo. Ruy Castro reconstrói lindamente esse ambiente e vai falando sobre as estrelas do rádio, da noite e do poder. Fala de um Rio de Janeiro que já não existe e que gerou a Bossa Nova, fala de um momento de esperança e turbulência política. O livro é para os amantes de boa música brasileira e dos que querem conhecer um pouco mais da história desses cantores e compositores e tudo isso com a narrativa de Ruy Castro que é um mestre das letras.

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