A cinco passos de você

Embora o livro “A cinco passos de você” (escrito por Mikki Daughtry, Rachael Lippincott e Tobias Iaconis e traduzido por Amanda Moura – Globo Alt) tenha sido lançado antes, ele é a novelização do filme homônimo que está chegando em breve aos cinemas, estrelado por Cole Sprouse, nosso lindo Jughead de “Riverdale”. Sim, o filme foi roteirizado e filmado primeiro enquanto o livro foi criado em paralelo. Louco, né? Nem tanto. Pode ter sido o clássico caso de “Oh, meu Deus! Um filme com Cole Sprouse? Ele está bombando em Riverdale! Então vamos fazer um livro também para levar mais dinheiro dos fãs? Claro!”. E a gente cai porque fã sofre e adora e sofre mais e ama mais ainda. Pois é…

Enfim, a história é linda, mesmo que trágica: Stella e Will são jovens e teriam toda a vida pela frente se não fosse por um detalhe complicado: ambos têm fibrose cística. Essa doença é uma traição dos pulmões, que não funcionam como deveriam e impedem que os dois levem a vida que mereciam. E o diagnóstico ainda complica mais quando dois pacientes com essa doença se aproximam demais, podendo ficar apenas na distância de cinco passos um do outro (daí o nome do filme/livro). Isso acontece porque a safada da doença ainda ferra o sistema imunológico. Ou seja, um beijo pode ser letal.

O livro começa com Stella voltando ao hospital. Ela é nossa protagonista. Com 17 anos, a menina já está acostumada à rotina hospitalar, é amiga da equipe e praticamente cresceu com seu melhor amigo, Poe (também com a mesma doença e paciente constante do mesmo hospital). Will chega por último para participar de um teste de um novo remédio. Mas Will tem ainda mais um problema, porque ele tem um agravante na doença, o que o torna ilegível para um transplante.

Então já sabem o que vai rolar, néam? A minha amada, a sua querida ANGST!!!! PACAS!!!!

Tem outras questões familiares e complexas aí no meio, mas não quero entregar porque SE EU CHOREI, VOCÊ VAI TER QUE CHORAR COMIGO!

“A cinco passos de você” é uma história adolescente que valoriza a família, a lealdade entre amigos, o poder e a importância do amor e aumenta a conscientização sobre a fibrose cística. É um “sick-lit”, assim como “A culpa das estrelas” e o fator “amantes que não podem se tocar” lembra muito “Tudo e todas as coisas”. Mas já digo logo que, embora os personagens sejam muito simpáticos e fofoletes, a narrativa não tem a beleza ou a força dos livros citados acima.

Leiam, assistam, mas mais importante do que ambos, tenham noção do que é fibrose cística.

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