A diversidade ganhou

liu cixin

O Hugo Award, um dos mais famosos prêmios para obras de ficção científica e fantasia,  foi entregue essa semana e toda a polêmica que ocorreu durante o processo de indicações acabou gerando um recorde de cinco categorias não premiando ninguém e o chinês Liu Cixin levando o principal prêmio.

Os Sad Puppies, grupo que fez campanha e advogou por uma lista de indicados menos diversa e inclusiva, ganhou o primeiro round mas levou uma lavada na guerra. Eles conseguiram emplacar indicados em todas as categorias com sua campanha que incluía pagar a entrada de seus seguidores para a WorldCon para que eles pudessem votar no prêmio em autores e obras que, segundo eles, não tivessem uma temática de esquerda. Por temática de esquerdas eles entendem autores negros, mulheres e livros que retratem questões de gênero e sexualidade. A lista que essa campanha criou foi tão ruim em cinco categorias que os votantes decidiram não entregar o prêmio a ninguém.

Liu Cixin levou o  Hugo principal mas foi ofuscado por toda a polêmica e pela reação de autores como George R.R, Martin e Joe Hill que advogaram contra os Sad Puppies e reclamaram que um prestigiado e democrático prêmio tenha sido corrompido por questão políticas que nada tem a ver com a qualidade das obras de ficção científica e fantasia apresentadas. O que os Sad Puppies conseguiram no final das contas foi jogar luz em um problema que aflige há muito tempo a literatura de ficção científica e fantasia: a falta de diversidade. Quantas escritoras mulheres existem que escrevem esses gêneros? Quantos personagens negros são retratados? São todas questões que agora passaram a ser discutidas entre fãs e escritores e esse é o primeiro passo para fazer desse tipo de literatura mais inclusivo.

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