A sutil arte de ligar o f*oda-se

Sempre gostei de fazer cursos de aprimoramento, faço terapia e já fiz coaching. Em todas essas oportunidades, sempre fui muito crítica sobre quem dava o curso, quem era o coach, qual o conteúdo programático do curso, porque o que mais tem por aí é 171 querendo fazer a gente se sentir bem e levar nosso dinheiro embora. No final das contas, a sensação passa, nada muda e o dinheiro não volta.

Então sou crítica e busco muito antes de me envolver com o próximo curso, ler o próximo livro do gênero tão conhecido como autoajuda (embora tenha a plena consciência de que todos os livros ajudam). Li “A sutil arte de ligar o f*da-se” (Editora Intrínseca, tradução de Joana Faro) e, como sempre, fui crítica também. É um bom livro? Muito! É incrível e bombástico e mudou a minha vida. Calma … não é para tanto.

Para mim, o diferencial de “A sutil arte” é o tom mais sacana, solto e todo trabalhado no “f*da-se” da narrativa. Isso, na minha opinião, é o que prende o leitor e foi o que me prendeu. Falar sobre os conceitos de abraçar o fracasso para melhorar, de não viver só de pensamento positivo, de não julgar a nossa vida em comparação com a do outro são excelentes para o livro, para o gênero e para o atual momento que estamos vivendo. Mas não é necessariamente novidade para mim.

Sou daquelas que pensa positivo, mas é extremamente realista. Eu sempre acho que tudo vai dar certo no final, mas antes de focar nisso, já me desesperei e já planejei estratégias A, B, C até Z para chegar onde eu quero. Então quando o autor Mark Manson fala que viver só de pensamento positivo não adianta, que temos que agir mesmo sem inspiração/motivação (pois é a ação que vai desencadear isso), que devemos abraçar o fracasso como oportunidade de crescimento, tudo que pensei foi “FINALMENTE! TOCA AQUI!”.

“A sutil arte de ligar o f*da-se” não é sobre não ligar para nada, mas sobre focar no que realmente importa e isso foi perfeito para eu ler no meu atual momento. Como contei no texto sobre “Eu sou as escolhas que faço”, tomei decisões significativas no ramo profissional e ler esses dois livros foi muito bom pra mim. Mudou a minha vida? Não, mas me mostrou que não sou maluca, que minhas decisões, minha maneira de pensar têm embasamento. Sou uma pessoa ligada em estratégia de ação e estratégia nada mais é do que fazer escolhas. Isso, por sua vez, quer dizer seguir um caminho e abrir mão de outras coisas. Não dá para se ter tudo e tudo bem ficar triste por isso. Mas se manter preso a essa tristeza gera frustração e nunca ninguém vai estar satisfeito com nada.

Minha conclusão mais generalista sobre o gênero é a seguinte: autoajuda – na minha concepção – não é sobre nos dar o mapa para o sucesso/amor/corpo perfeito/riqueza/etc, mas sobre nos ajudar a entender a nossa jornada e traçar o nosso caminho. E esse mapa quem faz é cada leitor e ele será alterado de acordo com cada momento em que precisarmos mudar o trajeto. E isso é LINDO! Porque ser humano é não ter manual e embora isso também seja assustador, é o que faz a experiência de viver tão rica, tão única.

Fim do momento “Tia Frini da AutoAjuda”.

Minha única crítica é que, do meio para o fim de “A sutil arte”, senti que aquela linguagem que tanto me cativou se perdeu no meio dos exemplos e casos, fazendo com o que o livro soasse como outros inúmeros livros de autoajuda (o que o autor tanto criticou no início da narrativa).

Fora isso, simbora ser feliz e que se foda o resto!

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