A Turma dos Sete

Enid Blyton escreveu sua coleção na década de 1940 e as aventuras criadas por ela continuam divertindo crianças pelo mundo.

A Iane falou na estreia dessa coluna de como foi crescer com Harry Potter, sou de uma geração anterior a isso, mas também tinha meus companheiros de aventuras literárias. Eram a turma da Berenice, os Karas e a Turma dos Sete. João Carlos Marinho, Pedro Bandeira e Enid Blyton faziam a minha alegria na pré- adolescência.

“Sangue Fresco” e “Caneco de Prata”, ambos de João Carlos Marinho, são dois livros que amo. Lembro de lê-los em umas ferias de verão e no ano seguinte ter que relê-los para o colégio e não reclamar nem um pouquinho disso. Eram crianças da minha idade enfrentando perigos e vencendo no final usando apenas a inteligência e a criatividade. Li toda a série da turma da Berenice, mas esses dois foram os que ficaram comigo. Com Pedro Bandeira tive uma relação mais rápida, li apenas “A Droga da Obediência”, mas isso foi suficiente para querer ser um Kara e me enfiar naquelas aventuras.

Esses são dois autores nacionais clássicos que encantaram gerações e tem um espaço reservado no meu coração literário, mas o que mais lia eram as aventuras do “A Turma dos Sete” e do “Clube dos Cinco”. Eram uns livrinhos com papel jornal amarelado e meio caindo aos pedaços que descobri na estante de casa e me apaixonei imediatamente. Sobre o que eram as aventuras? Não faço a menor ideia, o que ficou comigo décadas depois é que amava aqueles livros, amava as aventuras, queria ter um grupo de amigos como aqueles e ir atrás de tesouros como o do Willy Caolho.

Não fazia ideia de quem escrevia esses livros que lia na infância até sentar para escrever essa coluna. Enid Blyton só passou a fazer parte do meu repertório agora, e já tem um local todo especial entre os escritores que me formaram. Eu devorava suas aventuras. Li que ela escreveu centenas dessas aventuras, só A Turma dos Sete tem mais de quinze livro, eu devo ter lido uns cinco, e O Clube dos Cinco, a irmã de um dos personagens dos Sete forma um grupo próprio, ou será ao contrario? Não sei dizer. Sei que essa série tem uns vinte livros, acho que li uns dez.

Blyton era inglesa e morreu na década de 1960 o que lembro das aventuras são muito mais sensações do que as historias. Lembro das amizades entre os personagens e do clima, que hoje posso dizer, inocente. Tempo em que as amizades são eternas e que não existem preocupações. Essa coleção de Blyton lembram o poema de Casimiro de Abreu “Oh! que saudades que tenho/ da aurora da minha vida, / da minha infância querida/ que os anos não trazem mais”.

Não sei onde foram parar os livros que tinha em casa da Enid Blyton, mas escrevendo essa coluna comprei para kindle algumas aventuras dos Sete e dos Cinco. Depois conto se continuam tão bons quanto me lembro.

 

2 pensamentos em “A Turma dos Sete”

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