A Única História

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As imperfeições da memória e seus caminhos são o que movem “A única História”(tradução de Léa Viveiros de Castro) vencedor do Man Brooker Prize, um dos mais importantes prêmios literários do mundo.

Paul, já adulto, relembra o seu grande e único amor, Susan, um romance proibido. Ele tinha 19 anos e ela 40. Ela era casa e tinha duas filhas mais velhas do ele. Paul vai contando em um fluxo de memória que não é linear todos os percalços de sua relação com Susan, seus altos e baixos, suas ilusões de adolescente. Suas incertas certezas sobre o que é o amor. O livro é uma grande reflexão sobre como o amor, os felizes e os infelizes, nos moldam, nos ferem e nos afetam para a vida.

O livro é dividido em três parte: o inicio do relacionamento; a crise e seu fim. Não espere grandes momentos românticos, grandes cenas arrebatadoras típicas de filmes da sessão da tarde, esse não é um livro assim. Barnes reconta o romance com a distancia dos anos, a imperfeição da memória, as repetições típicas de alguém que está se esforçando para lembrar como era mas é incapaz de voltar há um tempo em que sabia menos. É um revisitar de situações com o olhar do tempo, sem o calor do momento.

Não é uma leitura fluida mesmo que se tenha certeza de que se está lendo algo muito bem escrito. São menos de 250 páginas e mesmo assim demorei para conseguir ler tudo. É um remoer de culpas, muita auto analise, tudo bem escrito e contado e mesmo assim pesado, uma dessas leituras em que é necessário respirar entre páginas para se chegar ao fim.

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