Água para Elefantes

Esse post inaugura a parceria entre o CdL e a Editora Arqueiro. Sempre que um post for fruto desta parceria esse selo azul que está aí aparecerá. Agora vamos ao que interessa: o livro.

Um romance com todos os elementos clássicos: um mocinho destemido, uma donzela desamparada, um vilão perverso e bons personagens secundários. Pegue tudo isso, coloque em um cenário que mexe com o imaginário como o circo, um elefante como um dos personagens e você tem em “Água para elefantes” um livro encantador.

O livro começa com um truque do qual gosto bastante, contar um trecho crucial da história antes mesmo de apresentar os personagens e depois começar a narrativa como se nada tivesse acontecido. Aqui isso funciona bem e leva o leitor a acreditar que as ações descritas são executadas por outro personagem, não vou falar mais para não entregar muito e tirar a graça do truque. Depois dessa primeira cena somos apresentado a Jacob, nosso herói, mas não o Jacob da grande depressão, período em que se passa a narrativa, e sim um Jacob idoso, com 93 anos. É esse Jacob do presente que nos conta, ao relembrar sua história, seu romance.

Tenho que admitir que acho esse Jacob velho uma mala. Ele começa simpático, mas suas rabugices e sua necessidade de se agarrar a raiva me irritam profundamente, ainda bem que esse não é o mesmo mocinho que aparece na maior parte do livro. O Jacob do passado é infinitamente mais simpático e charmoso. Ele é o protótipo do herói, passa por provações e consegue se reerguer, se apaixona a primeira vista e luta com unhas e dentes por esse amor proibido, enfrenta os poderosos. Você está achando isso um mar de clichês? É mesmo, mas isso traz o conforto da familiaridade para esse romance e me fez mergulhar em um mundo que não é tão atrativo para mim , o circo, e devorar o livro rapidamente.

O grande acerto de Sara Gruen está nos personagens secundários, Rosie e Walther são ótimos e o fato de uma ser um elefante e o outro ser um anão dá um quê a mais. Walther é a voz da razão, é quem aponta os caminhos seguros e traz nosso herói de volta a realidade. Já Rosie é um amor, inteligente e fundamental no desenrolar da história. O elefante é mais simpático e interessante que muitos personagens, merecia até mais espaço na história.

O livro tem um bom ritmo até os dois últimos capítulos. No final a história corre um pouco. Queria saber mais sobre o “felizes para sempre”, mas isso não chega a atrapalhar a narrativa. Gosto muito da solução final, Jacob pertence ao circo.

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Um pensamento em “Água para Elefantes”

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