Amor Imenso

Se você diz que nunca julgou um livro pela capa, provavelmente está sendo muito flexível com a verdade. Se eu tivesse apenas julgado a capa de Amor Imenso (de Penelope Ward, tradução de Debora Isidoro – Editora Essência), é bem provável que não tivesse comprado o livro. Mas aí a Paola Aleksandra (Livros e Fuxicos) falou TANTO sobre esse livro na Flipop de 2018, que anotei para comprar. Ela mesmo disse “não julga a capa!” e eu fui na dela. Comprei, li e …. deveria ter julgado a capa.

Tá, não estou sendo totalmente justa. Vamos por partes: o modelo da capa é lindo e a foto é uma delícia e a capa é super coerente para o gênero literário romance hot. Dito isso, eu não sou super leitora de romance hot. Para eu gostar, tem que mandar muito bem nos tropes que curto e não acho que tenha sido o caso aqui.

Às vezes a gente fala que livros têm certos clichês quando na verdade o termo correto seria trope. Vou dar um exemplo que se aplica aqui: sabe quando os personagens em um livro são melhores amigos na infância e aí algo acontece para eles se odiarem e, anos mais tarde, essas faíscas vão se transformar em uma atração avassaladora? Você já deve ter lido vários livros ou visto filmes e séries com tropes assim, né? O nome é “de amigos para amantes” e “de inimigos para namorados”. Amor Imenso tem esses dois tropes e mais um que é “pessoas que se odeiam e precisam dividir um teto” e funcionariam bem se eles fossem mais bem trabalhados. Eu explico.

Justin e Amelia são amigos desde pequenos. As cenas que acompanhamos da infância e adolescência deles são muito fofinhas! Mas aí rola uma situação complexa e eles afastam e ficam muito magoados um com o outro. Até que a avó que eles tinham em comum (de sangue por um lado e de consideração por outro) falece e deixa uma casa de praia para eles. Ambos vão para lá para ver como será essa situação e Amélia já está pensando em como vai ser complexo encontra-lo de novo. Tudo piora quando ele chega com a namorada gata e gente boa a tiracolo.

Aqui, o angst de duas pessoas com um passado em comum, mágoa e óbvia tensão sexual, poderia ser muito bem empregado, ainda mais porque temos o outro trope (dividir o mesmo teto) para aumentar a pressão. E começa muito bem, com uma fala dele para ela que me tirou o fôlego tamanha foi a dor. Mas aí fica só picuinhas de um lado para o outro e não me entregou o que estava esperando.

Mais uma vez: sou uma leitora muito, muito chata!

Aí rolam mais algumas coisas que seria muito spoiler se eu contasse, então vou ficar quietinha. A segunda parte do livro entra mais para o hot e mais um trope (que também é spoiler se eu contar), mas fica bonitinho.

Eu esperava um romance que me fizesse querer tomar banhos frios pelas cenas hot e torcesse as minhas entranhas no angst entre os personagens. Ficou meio morna a entrega como um todo e as cenas hot … são hot, mas não curti. 

Mais uma vez: não sou ávida leitora de romances hot e talvez por isso não tenha me envolvido com esse. Curti muito mais a série Meu Romeu/Minha Julieta/Coração Perverso da Leisa Reyvan, por exemplo. É bem diferente de Amor Imenso e me envolveu muito mais.

Amor Imenso não é mal escrito, não é isso. Eu é que não sou leitora para ele. Então, se você curte o tipo de trope que expliquei aqui, invista nessa leitura. Você pode curtir bastante.

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