Até que a culpa nos separe

Liane Moriarty é dessas escritoras que foi me conquistando sem que eu percebesse. Volta e meia me vejo com um livro dela na mão, eles furam a fila da minha pilha de livros e é sempre uma boa leitura. “Até que a culpa nos separe” (tradução de Juliana Sobral Campos) estava morando no meu Kindle fazia um tempo e descobri-lo lá foi ótimo.

Moriarty usa aqui a mesma estrutura que em “Pequenas Grandes Mentiras“, ou seja, há um acontecimento no passado que você leitor não sabe qual é que afetou a vida de todos os personagens. Todo o primeiro terço do livro é construido sem que se saiba o que de fato aconteceu no churrasco entre vizinhos. Os capítulos alternam entre o presente e o dia do churrasco que o leitor tem que ir montando e encaixando os fatos.

É um livro sobre culpa e relações próximas. Os três casais envolvidos no churrasco e as três crianças são todos afetados de formas diferentes e a forma com que lidam com a culpa e o trauma é o que move toda a história. Não querendo contar spoilers, a relação entre Clementine e Erika é a melhor desenvolvida e a amizade delas daria um livro.

“Até que a culpa nos separe” é um bom livro, mas de todos que li da Moriarty é o mais fraco, começa envolvente e perde um pouco o o ritmo, mesmo tendo um culpado que daria uma grande virada e geraria grandes reações. Não é um livro ruim, só poderia ser melhor.

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