Frankenstein 200

Penso em Mary Shelley e nas noites que passou assombrada, talvez atormentada por visões insistentes, que retornavam madrugada após madrugada. Ela abria os olhos e ele estava lá, atrás das cortinas, os olhos amarelados como pântanos – mas não era um fantasma. Penso em Mary Shelley – quais eram seus medos? A solidão? – o […]

Nas ruínas da Terra – parte 1

Tudo aquilo que chamamos “casa” desmorona.   A tecnologia – a ciência, o tão desejado “progresso”, o excesso, a desmesura do consumo – se revela, mais uma vez, como o campo no qual inscrevemos algumas ansiedades, angústias e medos. Não se trata de um embate entre fobia e filia, entre atualizações e permanências. Trata-se, em […]

Da importância dos monstros – parte III

“Uma gigantesca onda se avoluma no horizonte, bloqueando o sol e ameaçando qualquer frágil conquista, liberdade ou possibilidade de existir e lutar. A sexualidade será, então, violentamente encerrada. Será expulsa de todos os corpos. A nova família conjugal a destruirá. E a absorverá, inteiramente, na seriedade da função de reproduzir. Em torno do sexo, se […]

Nosferatu

“Nós os mortos cavalgamos velozes” Esse verso da balada Lenore, de Gottfried August Bürger (1774), aparece em diversas narrativas que abordam a temática vampiresca – inclusive em Drácula (Bram Stoker, 1897). Lenore pode ser considerado como um dos textos fundadores da mitologia do vampiro moderno e contemporâneo. Sob a imaginação de inúmeras narrativas, o verso […]

Da importância dos monstros – parte II

Imaginar-se outro é um exercício – desfazer as formas, os limites, levantar os véus que nublam a percepção e deixar-se afetar. A produção de alteridade passa por um deslocamento do self, do núcleo que supomos estável e essencial – ‘deslocamentos’ são movimentos tectônicos, vorazes, fractais – atravessar espelhos e comer cogumelos – produzir vulcões e […]

Por um saber diabólico

“better the devil you know” Kylie Minogue   Diante de práticas políticas que ameaçam, sem pudor, a laicidade do estado, tenho lido manifestos enraivecidos convocando o diabo (satã) como uma espécie de oposição. Imagino que seja possível, no atual estado das coisas, extrair alguma sabedoria dessa imagem.   Existe essa expressão, em inglês, desperate times call […]

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