Bate papo com Kiera Cass – 1ª parte

Leia e veja um pouco do que rolou com a autora Kiera Cass em sua vinda ao Rio de Janeiro

seleção

Adoro livros YA (young adult/jovem adulto) e um dos livros que me surpreendeu foi “A Seleção”, da americana Kiera Cass (resenha de A Elite, o segundo livro da trilogia). Quando soube que a autora vinha ao Brasil, fiquei animada e na expectativa de conseguir uma entrevista. Não só consegui a entrevista – que vocês poderão conferir em alguns posts aqui no Cheiro de Livro -, mas fui chamada para mediar o bate-papo live com ela na internet. Nem preciso dizer que o desafio foi grande, já que nunca havia feito algo do gênero em que envolvia também a tradução do inglês para o português ao vivo. Mas foi muito legal e eu amei a experiência! Sem contar que a Kiera é uma FOFA!

Sem mais delongas, leiam abaixo algumas perguntas exclusivas que Kiera Cass respondeu só para o Cheiro de Livro e os links do chat (via Raffa Fustagno e Companhia das Letras).

Chat inteiro editado

Mais uma vez, obrigada pela oportunidade, Editora Seguinte!

Cheiro de Livro: Além de ser um romance, a trilogia “A Seleção” é um romance distópico. Por que você escolheu esse gênero?

Kiera Cass: Na verdade, eu não tinha idéia de que eu tinha escrito um livro distópico. Quando eu estava no meu primeiro telefonema com a pessoa que viria a ser minha agente, ela mencionou a palavra e, depois de desligar o telefone, eu tive que buscar no Google. Eu não tinha ideia! As pessoas dizem que “A Seleção” não soa como uma distopia e acho que eles estão certos. Eu nunca quis que fosse uma. Eu queria que “A Seleção” se passasse no passado, mas quando fiz isso e não funcionou, criei um futuro e esse foi o resultado.

Cheiro de Livro: “A Seleção” fala muito sobre as aparências, sobre vaidade também. Levando em consideração esse tema, quais as mensagens que você acha que são importantes passar para os leitores?

Kiera Cass: Podemos ver em vários personagens diferentes como eles lidam com suas aparências. Celeste está sempre tão focada em sua aparência que a faz parecer falsa. América tem um tipo não-convencional de beleza e por isso ela nunca realmente pensou em si mesma como bela. Mas há outras coisas. Eu realmente não falo sobre, digamos, os cabelos ou os olhos de Lucy ou seu tipo de corpo, mas eu não acho que há alguém no mundo que assumiria que ela seja feia. E isso é porque conhecemos sua personalidade: ela é doce, tímida e generosa. Em sua bondade, sua beleza aflora. Espero que essa seja a mensagem que se destaque no livro: que a beleza não é necessariamente uma coisa física.

Cheiro de Livro: Qual foi a sua decisão mais difícil como uma escritora até agora?

Kiera Cass: Levando a escrita em si, tive muita sorte. Minha editora acredita muito em mim e, se digo que algo não pode ser cortado do livro, ela confia em mim. Já sobre algumas experiências vividas pelos meus personagens, por mais dolorosas que sejam, vejo o crescimento que elas os proporcionam então dói em mim um pouco menos. Acho que a decisão mais difícil que tomei foi de cunho pessoal. Sempre quis ser uma dona de casa, mas quando comecei a escrever muito, tive que ser honesta comigo mesma sobre quanto conseguiria escrever por dia. Meus filhos passam o dia na creche e isso foi difícil pra mim. Espero que eles estejam aprendendo e se divertindo. Quando eles chegam em casa, por volta das 16h, eu paro de trabalhar. Fico completamente focada neles para aproveitar nossos momentos juntos. Tem sido muito difícil mudar as espectativas que tinha de mim mesma, mas meu marido e minha família me apoiam muito e meus filhos estão crescendo muito bem. Foi uma escolha difícil, mas a certa a fazer.

Cheiro de Livro: Você publicou seu primeiro romance – The Siren – de maneira indepentende. O que acha desse modelo de trabalho?

Kiera Cass: Foi realmente uma grande experiência de aprendizado para mim. Eu tinha que descobrir como me auto-promover e que veio a calhar quando “A Seleção” foi publicada por uma editora tradicional. Eu acho que o estigma que está em torno de auto-publicação está desaparecendo, mas nada se compara em ter profissionais do meio para apoiá-lo! Tem sido maravilhoso ter uma equipe de apoio que sabe como editar, como projetar capas, como fazer a divulgação e o marketing do seu trabalho. É possível fazer tudo isso de forma independente sim, e as vezes vale a pena, mas eu não tenho certeza se eu conseguiria voltar a fazer isso.

Cheiro de Livro: Que tipo de livro você gosta de ler e por quê?

Kiera Cass: Leio quase que exclusivamente livros YA, basicamente porque a minha alma tem 17 anos.

Fique ligado no Cheiro de Livro, porque traremos mais perguntas respondidas por Kiera durante sua passagem pelo Rio de Janeiro.

Parte 1 (com making of)

Parte 3 (com making of)

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