Belas Maldições

Só o fato de ser escrito por Neil Gaiman e Terry Pratchett já deveria ser razão suficiente para qualquer pessoa ler Belas Maldições (Bertrand Brasil, 349 páginas, traduzido por Fábio Fernandes). Se essa não é uma razão forte o bastante, você deveria rever seus conceitos, mas mesmo assim vou tentar te convencer.

Bom, Neil Gaiman é autor de vários livros incríveis, entre eles a série de HQs, “Sandman”, do livro “Deuses Americanos” (que virou série), entre muitas outras obras. Já Terry Pratchett se alimenta da mesma fonte de humor de Douglas Adams e é responsável pela excelente série (de livros) “Discworld”.

Se você curte o humor ácido dos ingleses com pitadas de nonsense no melhor estilo Monty Python, nem precisa continuar lendo a resenha, basta correr e ler Belas Maldições sem medo. Mas se ainda precisa de mais incentivo, vamos lá.

O livro, escrito em 1990, fala sobre o fim do mundo eminente, o que incomoda o anjo Aziraphale e a serpente (na verdade um demônio) Crowley. Ambos vivem na Terra há muito tempo, por séculos, já se acostumaram com os humanos e inclusive um com o outro e não querem que tudo acabe. Ao mesmo tempo precisam ficar de olho no anticristo, um menino bem normal, filho de um Diplomata americano que mora na Inglaterra (referência direta ao filme “A Profecia”). Só que, na verdade, eles perderam o anticristo de vista, que é um menino chamado Adam, que mora com os pais numa cidade pequena na Grã-Bretanha e se diverte com seus poderes, mas não chega a ser um menino completamente do mal. Ao mesmo tempo, os Cavaleiros do Apocalipse chegam na Terra: Guerra, Morte, Fome e Poluição, porque a Peste se aposentou desde que foi inventada a penicilina.

Essas três histórias se entrelaçam com um senso de humor bem peculiar e delicioso, criando uma história recheada de humor negro e muita crítica sobre os seres humanos, além de cair em um dos estilos favoritos de Gaiman, mostrar que nem tudo é preto ou branco, que nem sempre o mal é completamente mal e nem o bem é puro e bom.

Com certeza esse é um passeio louco por uma história bem divertida, contada por quatro mãos maravilhosas, o que torna um privilégio a nós, leitores poder ler e participar dessa experiência imperdível. O mais incrível, é que mesmo que tenha sido lançado em 1990, quase 30 anos atrás, o livro é muito atual com uma história que não envelhece.

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