Bird Box

Um dos grandes sucesso da Netflix nesse início de ano é a adaptação de  “Caixa de Pássaros” de Josh Malerman. No mundo pós-apocalíptico de “Bird Box” um mostro faz com que a maioria das pessoas ao olha-lo se matem.  É nesse cenário que seguimos Malorie, vivida por Sanda Bullcok, e sua luta pela sobrevivência.

“Bird Box” é um bom thriller, com bons momentos de suspense e alguns sustos. A narrativa é dividida em dois tempos: o presente, com Malorie e duas crianças tentando chegar a um complexo seguro e o momento em que o ataque da criatura começa, cinco ano antes. O dois momentos vão compondo a personalidade da protagonista e sua atitude pragmática  com a vida e com a necessidade de sobreviver.

Andar as cegas pelas ruas, viver confinado e com medo tanto da criatura quanto de pessoas controladas por ela não é um cenário inovador, muito pelo contrário, mas o que funciona aqui é a mistura de uma boa construção com o carisma de Bullock. Ela que já sustentou um filme em que atuava praticamente sozinha, Gravidade, agora se aproveita mais uma vez disso para sustentar toda a narrativa dos dias atuais. As crianças pouco importam em sua fuga pelo rio e pela floresta, quem sustenta o terço final do filme é ela e seu carisma. É desses casos de escolha perfeita para o papel. “Bird Box” é um bom filme mas falta um pouco de tensão a narrativa. Comparando com outro filme que monta um cenário bem parecido “Um Lugar Silencioso” consegue criar uma atmosfera bem mais tensa e com um clima de terror que falta aqui. “Bird Box” é um bom thriller mas poderia ser ainda melhor se investisse um pouco mais em um clima de terror do que de suspense.

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