Cinco distopias menos badaladas que você deveria ler


A Menina Mais Fria de Coldtwon

Essa história menos conhecida de Holly Black, escrita em 2013, não fala de uma época específica, mas é sobre uma realidade em que um vampiro decide sair das sombras e transformar mais pessoas em vampiros como ele. O problema é que tudo sai do controle e o Governo precisa interferir, criando as Coldtowns, zonas protegidas dentro das grandes cidades, onde os vampiros e as pessoas infectadas (chamadas de frios) devem viver. Nesse mundo, vive Tana, uma adolescente que acorda em uma festa, depois de uma noite da qual não lembra de nada, e vê que todas as pessoas que participaram da festa foram mortas por vampiros. O problema é que Tana acaba sendo infectada e decide ir até Coldtown para saber se ela realmente está se transformando. Uma ótima alegoria sobre responsabilidades e preconceitos, contada com o maravilhoso humor ácido de Holly Black.


Underground Airlines

Imagine um futuro onde o norte não ganhou a guerra de secessão e a escravidão ainda existe em boa parte dos EUA. Um cenário bem diferente do que conhecemos, uma EUA marginalizado pelo mundo.

O livro segue a rotina de um negro que ganha a vida capturando negros que fugiram, ou seja, de um capitão do mato. O livro traz uma série de questionamentos sobre racismo e a relação de escravidão com partes da sociedade que são marginalizadas. É um leitura pesada que todos deveriam conhecer.


Em Only Ever Yours

Em Only Ever Yours a irlandesa Louise O’Neill nos leva ao universo claustrofóbico de uma escola de meninas adolescentes num futuro em que mulheres são criadas em laboratório e treinadas puramente para atender aos desejos masculinos. Quando estão prontas para encarar o mundo lá fora, essas garotas passam por um processo seletivo no qual competem umas contra as outras pela atenção de um grupo de rapazes. As mais bem sucedidas são escolhidas para serem esposas, enquanto as restantes encaram um futuro sombrio como concubinas ou treinadoras de outras meninas.  


Noite da Suástica

1984, de George Orwell, e O Conto da Aia, de Margaret Atwood, têm um precursor fundamental em comum. Em 1937, a inglesa Katharine Burdekin publicou Noite da Suástica. Ela imagina um futuro 700 anos depois da vitória nazista na guerra que se aproximava. Os judeus foram exterminados, e os cristãos também são perseguidos, porque Hitler é adorado como deus. A história (assim como em Orwell) foi reescrita, e poucos sabem como era o mundo antes. As mulheres são tratadas como animais reprodutores, e nada mais. Katharine Burdekin equaciona o fascismo como uma expressão da necessidade masculina de poder e domínio sobre os outros, prefigurando O Conto da Aia. Um detalhe: Burdekin publicou o livro sob o pseudônimo masculino de Murray Constantine. A verdadeira identidade da autora só foi descoberta quase 50 anos depois…


1Q84

Essa trilogia é a responsável pelo mundo se apaixonar pelo escritor Haruki Murakami. Uma história sobre dois personagens, uma assassina profissional e um escritor, que vivem em uma Tóquio distópica, no ano de 1984, em uma realidade paralela a nossa, mas as diferenças entre os dois mundos são muito sutis. Não há muito o que contar sobre essa trilogia, porque ela é uma experiência, a realidade fantástica de Murakami é o maior trunfo e principal razão pela qual vale muito a pena viajar por esse mundo que ele cria.  

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