Coroa Cruel

A saga criada por Victoria Aveyard me capturou logo nas primeiras páginas (leia a resenha de Rainha Vermelha) mesmo não sendo a mais originais das histórias, o desenvolvimento é bom e a personagem principal, Mare, é boa. Foi com esse espirito de alguém que gostou bastante do primeiro livro e aguarda o lançamento do segundo que peguei “Coroa Cruel” para ler. O livro traz dois contos e quatro capítulos do segundo livro da série, “Espada de Vidro”, e é decepcionante.

O primeiro conto “A Canção da Rainha” conta a história da mãe de Cal, Coriane Jacobs. Narra, em parte com passagens de um diário, como ela casou com o Rei e como se matou. É a melhor parte do livro e daria um conto maior ou até mesmo um livro, a história é boa, a trama palaciana funciona e tem o clima de “Rainha Vermelha”, jovem poderosa e deslocada tenta sobreviver. O conto funciona e te dá aquela esperança de que o livro será viciante e vai aquecer as suas turbinas de fã para a “Espada de Vidro” que será lançado em breve. Coriane é uma ótima personagem e seu poder poderia ser melhor explorado, mas o conto é ótimo e fica-se com pena quando ele acaba.

O problema do livro começa no segundo conto, “Cicatrizes de Aço”, que conta como Farley tornou-se comandante de uma missão em Norta da Guarda Escarlate. O texto é chato, as partes das mensagens cifradas parece estar ali só para encher página, o texto não fluí. A única parte interessante é ver o irmão de Mare, Shade, usando seus poderes e se alistando na Guarda. Fora esse momento o conto não acrescenta a história maior da saga e não te apresenta nada de novo, são quase 100 páginas chatas.

O livro fecha com quatro capítulos de “Espada de Vidro” e isso me irrita, detesto livro que traz pedaço de outro no fim, acho sempre que é um embuste. Os capítulos até são bons e narram a fuga de Mare e da Guarda depois dos acontecimentos do final de “Rainha Vermelha”, são bons capítulos, mas acabam rápido e você não tem a possibilidade de continuar lendo, fico com a impressão que colocaram esses capítulos lá só para o livro ficar mais grosso e não ter menos de 100 páginas.

A intenção do livro é aquecer os leitores para o segundo livro da saga e comigo não funcionou muito bem, acabei ficando com a impressão que “Espada de Vidro” será bem chato. Valia mais a pena que os contos fossem vendidos individualmente como kindle singles ou algum outro sistema parecido.

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