After – Filme

Já passei da época de assistir filmes pop direcionados ao público adolescente, a paciência para empacotados previsíveis já zarpou. Então vou tratar do filme como um produto comercial puramente. Para a resenha do livro, siga esse link para o texto de Frini Georgakopoulos.

Eu já sabia onde estava me metendo, mas a curiosidade sobre a adaptação cinematográfica do primeiro livro da série “After” foi mais forte – o livro foi um sucesso de vendas no mundo vindo de um sucesso estrondoso da plataforma de leitura, Wattpad (eles tem até estúdio de cinema agora).

Mão no tanquinho

O filme narra a história do primeiro ano de Tessa na faculdade (sim, irmã mais nova de Katherine Langford), uma estudante dedicada, filha obediente e namorada leal. Certa de seu futuro e com grandes ambições, ela vê seu modo seguro de viver abalado quando conhece o misterioso Hardin (Hero Fiennes Tiffin, sim o ator-sobrinho que interpretou o Voldemort aos 11 anos em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”), um rebelde sedutor que a faz questionar tudo o que ela sabia sobre si mesma e sobre o que ela queria da vida.

Barquinho na omoplata

O filme é um típico by the book, não traz nada de novo para o gênero, é um típico produto encomendado. A adaptação pega leve no tom sombrio do bad boy – não há bipolaridade, agressividade nem traço de relacionamento abusivo que tanto se falou presente no livro. O filme é uma adaptação diluída e palatável para o público alvo e pode sim vir a fazer sucesso, o que pode decepcionar muitos fãs ‘puritanos’ do livro. Os atores são decentes nos papéis, mas nada além – Hero Fiennes ainda não é nenhum Cole Sprouse, mas tem potencial. A tentativa de fazer do filme uma versão adolescente de 50 tons de cinza é risível, mas entendo o que eles queriam.

Para dar mais sustância ao elenco de novatos, o filme conta com a presença de atores conhecidos como Selma Blair, mãe da protagonista Tessa Young e Peter Gallagher como pai e Jennifer Beals como madrasta do bad boy Hardin Scott.

No fim é um produto comercial e faz bem o trabalho, mas só (podia ser série da CW) – e o truque de usar referências românticas de clássicos da literatura para se fazer valer a narrativa é de encher o saco. Meu voto ainda vai para “10 Coisas Que Odeio em Você”.

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