D. Leopoldina

Biografias de figuras históricas brasileiras estão entre as minhas leituras preferidas, é verdade que elas são concentradas completamente no período republicano de nossa história. Não tem uma explicação de porque nunca me interessei por ler sobre Brasil colônia e império. Comecei a retificar essa falha com o livro de Paulo Rezzutti “D. Leopoldina – A História não Contada”.

Tenho que dizer que Dona Leopoldina nunca foi um personagem histórico que me despertava qualquer interesse, para mim ela era simplesmente a mulher de Dom Pedro I, nada mais. Nunca tive curiosidade sobre a personagem e sabia pouquíssimo sobre ela. O livro veio acabar com essa minha indiferença em relação a Dona Leopoldina.

Mesmo sabem um tanto sobre a importância e o poder dos Habsburgo nunca tinha ligado os pontos de que Dona Leopoldina era uma integrante da família e que isso seria fundamental para a nossa independência. Ser uma Habsburgo garantiu a Leopoldina uma educação refinada, um senso politico e uma noção sobre a responsabilidade do cargo que eram totalmente estranhas a Dom Pedro.

Leopoldina passou dez anos no Brasil, casou-se com o herdeiro do trono de Portugal e acabou morrendo como imperatriz do Brasil. Toda a vida dela é contada por Rezzutti com o auxilio das palavras da própria. Sua vasta correspondência com familiares e empregados dão ao livro uma riqueza. Ler nas próprias palavras de Leopoldina o que estava acontecendo dá uma perspectiva mais interessante e profunda do período.

Essa Habsburgo veio para o Rio de Janeiro e caiu no covil de intrigas que era a corte de Dm João VI e Carlota Joaquina, um casal que se odiava. Carlota vivia tramando para dar um golpe no marido. Nesse clima foi criado Dom Pedro com uma educação muito aquém do que a que um futuro rei deveria ter. Essa diferença de educação com Leopoldina seria um dos problemas entre os dois e também o momento de maior parceria.

Nunca tinha pensando na importância de Leopoldina na independência, nem de como seu senso politico foi importante para a resolução desse período conturbado de nossa história. Foi super interessante conhecer esse faceta quase esquecida da independência. O destaque de Leopoldina em todo o processos é enorme e estudamos tão pouco sobre isso que dá até tristeza.

Há tanto para falar da importância de Leopoldina e olha que nem entrei no caso de Dom Pedro com a Marquesa de Santos. O que posso fazer é recomendar, e muito, a leitura do livro de Rezzutti. É uma ótima leitura, cheia de fontes primarias, que mostram essa mulher que advogou pela nossa independência, sempre foi fiel ao seu cargo e acabou morrendo em profunda tristeza. Merece ser melhor lembrada pelos brasileiros.

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