Desencontros a beira-mar

Quando fui trabalhar na Arqueiro, o projeto “Romances de Hoje” estava começando e foi uma honra ser inserida nele. Minha contribuição para essa série consistiu (e ainda consiste) em buscar os romances que mais se encaixam nos critérios estabelecidos e gente … tem TANTA coisa linda vindo aí!

A querida Jenny Colgan (autora de “A Pequena Livraria dos Sonhos”) já estava contratada e eu tinha uma lista de autoras a serem consideradas. Li várias e foi muito difícil escolher, mas Jill Mansell me conquistou na primeira leitura. Li alguns títulos dela antes de decidirmos por quais começaríamos a publicar e “Desencontros a beira-mar” (originalmente “Meet me at Beachcomber Bay” – traduzido pela Regiane Winarski) laçou meu coração!

O livro começa com uma mulher quase perdendo o avião – Clemency – e que acaba puxando assunto com o cara sentado ao seu lado durante o vôo. A cena é sensacional, porque ela começa no estilo “ai, que saco ter uma mulher aleatória puxando assunto”, afinal, quem nunca passou por isso naquelas ponte-aéreas lotadas, né? Mas a cena se transforma daquele jeitinho que só a Jill sabe fazer e é inegável a conexão (hahahah… viram a brincadeira que fiz aqui … ahhah.. tá bom, parei) entre os dois personagens. Mas aí o avião pousa, Clemency acha que encontrou o cara da vida dela e BALDE DE ÁGUA FRIA: ele é casado!

Torta de climão é servida pra geral! Que péssimo!

Joga o tempo para frente em três anos e os leitores são apresentados a uma pequena cidade no interior da Inglaterra (a tal Beachcomber Bay do título original) onde Clemency mora e trabalha como corretora de imóveis. A irmã postiça de Clemency, Belle (que é toda trabalhada na futilidade) vai visita-la e leva seu namorado rico/lindo/perfeito para esfregar na cara da irmã e …. é o gatinho do avião!

Mais torta de climão!

Então seguimos essa situação, descobrimos o que aconteceu com a esposa dele, e outros personagens da cidade também vivem suas próprias histórias de amor, desilusões, complexidades familiares. Além de personagens incríveis – o chefe e amigo de Clemency – Ronan – que é um querido personagem e está apaixonado pela a única mulher que não dá bola para ele; uma artista que se mudou para a cidade depois de sobreviver a um câncer de mama e ser abandonada pelo marido, entre outros -, Jill mescla temas complexos e até pesados de uma forma muito delicada. A escrita dela é como nossa vida: cheia de altos e baixos, mas que também traz amor, humor e amizades.

Em suma, o livro é LINDO! Espero que vocês gostem de “Desencontros a beira-mar” tanto quanto eu e que adotem o projeto “Romances de Hoje” da Editora Arqueiro. A ideia dele é trazer livros que tenham personagens femininas independentes, maduras e que estão buscando conquistar o seu espaço. São heroínas com responsabilidades e que, no meio disso tudo, se apaixonam, mas não são definidas por esse romance. Boa leitura!

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