Esse duque é meu

Esse volume é o que fecha a série de contos de fadas da autora de romances de época, Eloisa James. Em “Esse duque é meu” (tradução de Livia de Almeida, Editora Arqueiro), o conto da vez é “A Princesa e a Ervilha”. Embora seja um conto de fadas muito conhecido, não é tão popular como os outros reinventados nessa série, mas é o que traz uma das melhores protagonistas.

Olivia é gêmea de Georgiana e está prometida a se casar com um marquês desde a infância, para a felicidade dos pais. O problema é que Olivia não é nada como o “padrão” feminino da época: ela não é magra (a irmã é) e nem obediente (assim como a irmã). Suas curvas e seu senso de humor são mal vistos pela sociedade da época e, enquanto lia, ficava me perguntando se Olivia se encaixaria melhor no século XXI. De certa forma, acho que sim, mas de outra, não seguimos presas a esse maldito padrão? Ainda não insistem que mulheres não deveriam dizer certas coisas ou agir de tal forma ou – claro – ter certa aparência? Nem é preciso dizer (mas vou, de qualquer forma) que me identifiquei com Olivia nas primeiras linhas do livro.

Os pais das moças de 23 anos só querem que as filhas façam bons casamentos com nobres para garantir a posição na sociedade da família. Então todos os esforços do casal foram para educar as filhas para isso e não educar as filhas como elas queriam (porque rola um twist lá no final que eu não vou contar, mas que achei excelente).

Então em “Esse duque é meu”, vimos Olivia se apaixonar por Quin (o tal duque do título) e ele, por sua vez, se encantar por cada uma de suas curvas, por sua gargalhada, por ela por inteiro.  O romance é lindo? É, até porque, embora role InstaLove, ele tem umas camadas complexas a serem trabalhadas durante toda a história (passado complicado dele e questões dela). Mas além disso tudo, acho que o mais bacana desse livro é o amor e a compreensão por nós mesmos.

Em um momento do livro, Georgiana compara as curvas de Olivia a um suculento pêssego. E Olivia responde: “ Não me importo de ser um pêssego (…) Mas é uma pena que o aipo esteja na moda.”

Quantas vezes a moda, o externo, é que nos faz odiar o nosso corpo, nos sentir fora do lugar? Olivia passou uma vida inteira querendo ter a aparência da irmã porque uma sociedade inteira dizia que suas curvas eram inadequadas, mas o amor de Quin a faz se aceitar. Claro que seria muito melhor se a protagonista chegasse a essa conclusão sozinha, mas é um romance de época, então está coerente com o gênero.

“Esse duque é meu” é mais um romance delicioso e atual, embora seja de época. Fome por independência e abundância de atitude podem ser encontradas amplamente em todas as protagonistas dessa série. Atual, né? Pois é! Leiam, se deliciem e bora desmontar o patriarcado, mulherada!

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