Extremamente alto e incrivelmente perto

11 de setembro de 2001. A data que marcou o inicio deste século, a data que todo mundo sabe onde estava, uma data que tem mais significado do que apenas um número no calendário. É essa data, tão traumática para os americanos, que, de certa forma, dá o ponta pé inicial nesse romance sobre o luto e a jornada de um menino de 9 anos para manter a memoria do pai viva.

Oskar Schell é uma criança bastante diferente e a morte do pai o deixa não apenas em choque mas também sem chão. Ao encontrar no closet do pai um envelope com uma chave ele parte em uma jornada em que encontrar o que a chave abre é o menos importante. O que está em jogo é a necessidade de uma criança de manter o pai vivo, mesmo que apenas dentro dela, e de encontrar alguma forma de viver com tudo o que aconteceu com ele, com a família e com a cidade em que vive.

A opção de contar com elementos gráficos na história é algo interessante, dá ao leitor um olhar diferente dos acontecimentos. Não são apenas imagens que ilustram o que está acontecendo, em muitos casos, os desenhos ou fotos levam o enredo a diante. Gosto, particularmente, das fotos. Elas empregam uma dramaticidade a mais ao que acontece com Oskar.

Jonathan Safran Froer conseguiu falar sobre o trauma americano com os ataques terroristas de uma forma lírica. A história dos avós de Oskar, mostrando como qualquer ataque ao lugar em que se vive e a perda de familiares geram traumas intransponíveis é um ótimo contra ponto. A história do avó que não fala ganhou minha predileção.

É um ótimo livro, merece ser lido e apreciado com calma. A delicadeza da mãe de Oskar e a forma com que ela participa da busca dão um toque a mais nesse romance.

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