Festa de Halloween

Outubro é o meu mês preferido. É o mês do Halloween, do Dia das Bruxas. Na minha infância em Salt Lake City tinha aquilo de sair fantasiado e bater de porta em porta pedindo doces. Lembro de uma fantasia de astronauta e outra de esqueleto. Então é hora de decorar a casa (com bugigangas compradas na Rua da Alfândega), colocar pra tocar Black is the Night (a nova dos veteranos The Damned), e abrir um barril de Amontillado, porque este é o mês de reencontrar alguns velhos amigos… e receber alguns novos também.

Stephen King geralmente chega em Outubro com um presente. Este ano é O Instituto (Suma, trad. Regiane Winarski), em que jovens com poderes paranormais são sequestrados e levados para experiências numa instituição secreta. O garoto Luke Ellis parece ter escapado, mas ainda estou na metade e sei que é cedo demais para comemorar… Steve é infalível, presença certa. E desta vez veio com o flho Joe Hill.

Enquanto a coletânea do ano passado, Tempo Estranho, sai aqui com tradução de André Gordirro, Joe já traz lá de fora uma nova coleção, Full Throttle. Tem duas parcerias com o pai: In the Tall Grass (recém-estreado como filme original da Netflix), e o conto-título, que por sua vez é uma homenagem a outro velho amigo, Richard Matheson e seu Encurralado. Essas duas histórias já são conhecidas, mas no pacote também tem dois contos inéditos.

E tem sempre convidados novos chegando e roubando a festa. Nos últimos anos, Paul Tremblay tem estado sempre nas listas de melhores. O Chalé no Fim do Mundo (Bertrand Brasil, trad. Ana Carolina Mesquita) começa como terror psicológico, e aos poucos vai ganhando dimensões apocalípticas. 

A versátil Ursula Vernon é conhecida por livros infantis, mas escreve para adultos com o pseudônimo T. Kingfisher. Em The Twisted Ones nos aterroriza com a história de uma mulher que vai para uma casa no meio do mato remexer nas tralhas da falecida avó, uma acumuladora compulsiva. Péssima ideia, certo? As coisas ficam piores quando ela encontra o diário do segundo marido da avó, e os horrores que ele descreve começam a se manifestar… Desde já um dos melhores do ano.

Mas a saideira na noite de Halloween está reservada para o mestre Ray Bradbury. Pode ser a nova edição do clássico Algo Sinistro Vem Por Aí (Bertrand Brasil, trad. Jorge Luiz Calife), em que dois garotos encontram horrores num parque de diversões comandado pelo Senhor Dark. Mas acho que vou deixar a escolha nas mãos dos espíritos. Abrir no escuro uma coletânea, e ver o que sai de dentro…

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