Fogo e Sangue

Primeiro, preciso confessar que ainda não li As Crônicas de Gelo e Fogo. Inicialmente, por uma questão de prioridades; dá pra ler outros três livros no tempo que eu levaria com um só dos tijolos de George R. R. Martin. Depois, preferi me surpreender com as reviravoltas da série da HBO e deixar pra ler depois, talvez quando o escritor finalmente terminar os volumes que faltam…

Mas agora, enquanto espero a última temporada de Game of Thrones, resolvi encarar este Fogo e Sangue (Suma, trad. Leonardo Alves e Regiane Winarski). Não se trata de uma parte da sequência principal, o próprio autor nem sequer chama o livro de “romance”. É narrado como se fosse um livro de história, contando os reinados de várias gerações de Targaryens em Westeros, séculos antes do início da Guerra dos Tronos. Começamos com Aegon I conquistando os Sete Reinos e criando o Trono de Ferro. E seguimos as desventuras da família e seus casamentos incestuosos.

No fundo, o que temos aqui é um gigantesco apêndice de 700 páginas. Mal comparando, está pras Crônicas como o Silmarillion de Tolkien está para O Senhor dos Anéis. Exige um certo esforço, porque não é aquela narrativa envolvente de que Martin é capaz (não li Gelo e Fogo, mas li vários contos dele), mas aqui e ali ele deixa algumas pitadas de ironia e humor.

As ilustrações em preto e branco de Doug Wheatley são belíssimas e e por si só já valeriam a pena. Elas dão a vida que às vezes falta ao texto. Confesso que tive que dosar a leitura em pedaços de no máximo 30-40 páginas por vez; mais do que isso e já começava a divagar e me enrolar com os nomes, principalmente à medida em que a árvore genealógica vai se bifurcando. A listagem da linhagem real e a dita árvore genealógica, no fim do livro, ajudam a lembrar quem é quem. Mas faltou um mapa. Como assim não tem mapa num livro de fantasia épica? Talvez os editores tenham partido do princípio de que quem vai se aventurar aqui já leu os demais, e deve ter mapas nos outros volumes. Mas faz falta.

Aqui vale um aviso. Não considero SPOILER, mas um ALERTA: ao fim das 700 páginas, estamos apenas na metade da história dos Targaryen antes dos eventos de Game of Thrones. Só espero que Martin termine a série principal antes de se dedicar à segunda parte da saga da família.

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