Garotas Tristes

Nunca tinha ouvido falar da poeta de redes sociais Lang Leav até receber um exemplar de “Garotas Tristes” da Globo Alt (tradução de Luisa Geisler) para o Clube do Livro. Segundo a bio no fim do livro, Lang nasceu em um campo de refugiados na Tailândia e “sua mensagem de amor próprio e empoderamento é expressiva em seus livros e poemas”. Sinceramente? Não vi.

“Garotas Tristes” me instigou pelo título e pela capa. A história é forte e envolve o suicídio de uma personagem chamada Ana, desencadeado por uma mentira que a protagonista – Audrey – contou para suas amigas, Candela e Lucy e que se espalhou. E a mentira foi cruel, pesada e desnecessária, mas foi algo que uma garota que quer chamar a atenção quis fazer. E isso teve graves consequências.

O livro começa com os personagens indo ao funeral de Ana, local de onde Audrey e Rad – o namorado da falecida – escapam juntos para não ter que lidar com tudo. E claro que o namorado de Audrey tem problemas com isso (além de problemas próprios) e que essa “escapada” causa mais fofocas na escola dos personagens.

Daí pra frente, encaramos um YA triste, sombrio e com uma reviravolta na trama que ensina muito sobre consequências de mentiras, de fofocas. Seria ótimo se não fosse tudo abordado de forma rasa. O impacto de um suicídio adolescente passou longe dos personagens odiosos (sério, a mãe da protagonista. ARGH! Queria espancar!) e, consequentemente, gerou pouco engajamento no leitor. Isso eu senti muito durante a leitura, esse certo distanciamento entre os personagens – tanto em diálogo quanto em narrativa – e eu como leitora. Não sei se é algo cultural, pois não tenho o hábito de ler muitos autores que não sejam ocidentais e, além de ser uma certa falha minha, acaba deixando essa lacuna no meu conhecimento como leitora.

É possível que também tenha alguma falha na tradução ou até na escrita mesmo. Sem citar spoilers, um exemplo é um diálogo entre mãe e filha no qual a filha adolescente diz para a mãe “Como ousa!”. Se fosse de época, estaria no contexto, mas num clima de escola nos anos 2000 fica fora de contexto, sabe? Achei estranho. E esse é só um exemplo.

Enfim, achei a ideia do livro melhor do que o que a autora entregou e isso me deixou chateada, porque realmente esperava um livro forte. Não foi o caso. #chatiada

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