Hangout com a autora de “Se eu ficar”

Se eu tivesse ficado no hangout, teria perdido ainda mais a paciência

A editora Novo Conceito realizou um hangout com Gayle Forman, autora de “Se eu ficar”. A ideia era linda: pela internet, vários fãs poderiam acompanhar e fazer perguntas para a autora e o bate-papo ainda contaria com a participação de uma tradutora e da editora da Novo Conceito. Ideia linda. Realização … não tão bacana assim.

Devo ter perdido o bonde que selecionava as perguntas porque algumas pessoas fizeram várias e outras foram devidamente ignoradas. De repente foram selecionadas antes e eu não estou sabendo. Se foi assim, ok. Só seria legal que a tradutora (que solicitou ter seu nome retirado do post) e a editora Livia Mendes, respectivamente – avisassem isso durante o evento para evitar o ruído na comunicação. Várias perguntas foram repetidas e teria sido excelente se a equipe da editora também tivesse moderado, explicando que a pergunta já foi respondida e de repente pedindo só um “plus” para a autora, se fosse o caso.

Outra coisa que poderiam ter evitado também: microfones abertos. Sou novata em hangouts, mas acho que se temos muitas pessoas na mesma ligação, o importante é pedir sempre para fecharem os microfones e deixar só quem está envolvido na hora – a autora, a galera da editora e quem fez a pergunta – falando. Ouvi gente vendo TV, tossindo, reclamando. Péssimo isso!

Outro problema grave: a tradutora não se acertou em falar ao microfone e sua voz sumia no meio da tradução. Sem contar os erros épicos em tradução! Mas estes eu acho que foram cometidos por razão dela não ter escutado a resposta e não por não ter entendido o idioma (espero). E vi que ela estava tentando ao máximo, se envolvendo, escrevendo, mas ficou um pouco enrolado. Talvez o problema dos microfones tenha causado um pouco de confusão na hora de ouvir a resposta e traduzi-la, não sei.

Já fiz live chat uma vez, sem tanta interação, mas com tradução consecutiva e senti na pele o tamanho da responsabilidade. Não é fácil, estamos expostas a muita crítica, claro, mas é nosso deve fazer o possível e impossível para tornar a experiência mais proveitosa possível, tanto para a editora, quanto para os leitores quanto para a autora. Problemas com som e transmissão são normais porque estamos à mercê da tecnologia nesse caso. Mas não consigo deixar para lá erro de tradução e falta de mediação. Achei muito grave.

Não gosto de fazer posts reclamando, mas não deu para não reclamar de como esse hangout foi feito. Achei bárbara a ideia de fazer o evento e acho que para o público geral, foi muito positivo. Mas eu sou muito chata e exigente, então não deu para não reclamar. Também não deu para permanecer no hangout depois de cerca de 30 minutos de chat. Espero que todos tenham curtido muito e que a editora conserte as falhas para que o próximo seja um espetáculo! A ideia é realmente muito boa, não é fácil de ser executada – eu sei! – mas é preciso avaliar o que não deu certo para aprimorar para o próximo.

Desabafo feito, agora seguem algumas informações muito legais que a Gayle Forman dividiu conosco.

– Gayle trabalhou como jornalista por cerca de 12 anos até que, há dez anos, ela teve sua filha. Ao se tornar mãe, Gayle não quis se ausentar de casa e viajar, algo que seu trabalho demandava, mas também tinha que pagar as contas. Foi aí que uma amiga sugeriu que ela escrevesse um livro para jovens. E assim foi publicado “Sisters of Insanity”. Embora ele não tenha vendido tão bem, Gayle descobriu nessa experiência que amava escrever e passou a se dedicar a essa profissão.

– Em “Se eu ficar”, Gayle se permitiu mergulhar ainda mais nos seus sentimentos e nos de seus personagens porque entendeu melhor o que significava escrever. Segundo ela, não sabia se o livro seria publicado, mas foi algo que sentia que deveria escrever. Como conselho para os novos autores, ela diz: “escreva o que te faz escrever e não o que acha que vai vender”.

– A história de “Se eu ficar” é parcialmente baseada em fatos reais. Uma família amiga de Gayle – um casal e seus dois filhos – morreu em um acidente de carro há 13 anos. Sendo que um dos filhos sobreviveu algumas horas a mais, sendo resgatado do local do acidente em um helicóptero, mas não resistiu e faleceu no hospital. “Sempre me perguntei, ao ser resgatado, se ele sabia que sua família tinha falecido e se foi isso que o fez seguir o caminho e estar com eles novamente”, contou Gayle. Sete anos depois do acidente, Gayle disse ter pensado em Mia, uma violoncelista que teria tido a mesma experiência e que viria a responder sua dúvida.

– Gayle disse que escrever “Se eu ficar” não foi difícil, muito pelo contrário. Para ela, tudo fluiu muito naturalmente porque era um resgate aos seus amigos falecidos, era uma homenagem a eles. Não foi triste escrever, mas foi um trabalho com uma carga emocional muito grande. “O livro não é sobre a morte, mas sobre a vida, sobre o amor. Escrevê-lo foi quase transcendental pra mim”. E a autora afirmou que o segundo livro – “Para onde ela foi”, a ser publicado no Brasil mês que vem – foi mais difícil de escrever.

– “Se eu ficar” tem uma relação muito íntima com a música. Mas e Gayle? Ela riu e disse que ama cantar, mas canta muito mal! Não toca nenhum instrumento, mas que se apaixonou por um músico. Sim, Adam é baseado em seu marido! Para Gayle, a música é como se fosse um gatilho emocional muito ligado ao amor. “Impossível separar o amor da música”, ela disse, sorrindo.

– Curiosidade 1 – o lado jornalístico de Gayle pede que ela seja o mais precisa possível em seus livros, mesmo não precisando ser por serem romances e não matérias.

– Curiosidade 2 – Gayle tem uma gatinha preta chamada Gigi que cismou em aparecer várias vezes durante o hangout. FOFA!

Mais uma vez, obrigada a Novo Conceito que promoveu o hangout e fica o pedido para aprimorar alguns pontos para o próximo.

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