Jumanji: Bem-vindo à Selva

Se você foi uma criança ou adolescente dos anos 1990 sabe exatamente o que é Jumanji, um jogo de tabuleiro capaz de libertar o caos e prender aqueles que perdem em seu mundo hostil por muito tempo. Baseado no livro homônimo de Chris Van Allsburg, o filme ganhou uma interpretação espacial em 2005: Zathura e agora um tipo de continuação mais moderna, Jumanji: Bem-vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle, EUA, 2017).

Enquanto os dois primeiros filmes, sobre pessoas presas em jogos, tinham um tom bem mais de aventura, caótico e com pitadas de drama familiar, essa última produção é bem mais leve e aposta completamente na comédia.

Em 1996, um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme, Alex Vreeke (Mason Guccione) ganha de seu pai um jogo de tabuleiro que como mágica se transforma num console de videogame. Ao tentar jogar, Alex é transportado para dentro do jogo. 20 anos depois, Spencer (Alex Wolff), um típico nerd, Fridge (Ser’Darius Blain) o atleta, Martha (Morgan Tuner), a menina tímida, e Bethany (Madison Iseman), a menina popular e bonita, ficam em detenção no colégio por razões diversas e precisam arrumar uma sala cheia de objetos entulhados para ser usada como sala de computação. Entre revistas velhas e outras quinquilharias, Fridge encontra um velho videogame que Spencer consegue fazer funcionar, cada um escolhe um avatar do jogo chamado Jumanji, mas reparam que um dos personagens já está escolhido. Ao selecionar para o jogo começar, Spencer e os outros são transportados para dentro do jogo e viram seus avatares: Spencer se torna o fortão Doutor Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Fridge vira Franklin “mouse” Finbar (Kevin Hart), Martha passa a ser Ruby Roundhouse (Karen Gillan) e Bethany vira o Professor Sheldon Oberon (Jack Black). Dentro do jogo eles descobrem que precisam recuperar uma jóia roubada pelo vilão Russel Van Pelt, para salvar Jumanji e conseguirem sair do jogo.

Esse é o tipo de filme para se desligar do mundo, ele é criado em cima de estereótipos e clichês de videogames e filmes de aventura antigos, fora que qualquer coisa com o The Rock, ou melhor, Dwayne Johnson é garantia de ser divertido. E é isso, esse novo Jumanji se propõe a ser divertido e entrega exatamente o que promete. Ele até tem uma aura de aventura dos anos 1990, com uma tentativa bem superficial de passar algumas mensagens, tipo o menino nerd que se acha fracote e se descobre forte. A menina que ninguém ligava e que aprende a lidar com atenção ao virar uma mulher bonita e sexy. O valentão que precisa ser mais humilde, assim como a menina popular que vira um homem de meia idade e aprende que beleza não é tudo.

Poderia problematizar e explicar que em 2017 um filme tão fechado em clichês como esse chega a ser ofensivo, mas é tudo tão errado e tão superficial que realmente não vale a pena. O que vale é que a química entre os atores dentro do jogo funciona muito bem, cada um à sua maneira, entregando um filme muito divertido, feito, sem nenhuma dúvida, pro público bem mais jovem, talvez pré-adolescente e pra quem quiser desligar o cérebro e se divertir.

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