Maze Runner

Bom filme e livro de ação. Só.

A primeira cena do filme é no escuro e você só ouve barulhos de engrenagens que sugerem um elevador de carga. Só que a carga é humana e não faz ideia de porquê está ali. Assim também é a primeira página de “Maze Runner – Correr ou morrer”, de James Dashner, que acaba de virar filme.

A história é interessante: rapazes de várias idades chegam a Clareira por meio desse elevador, um por mês, sendo que o primeiro a chegar está lá há três anos. E nenhum têm qualquer lembrança do que aconteceu, de onde estão e do que devem fazer. Tudo que sabem é que de manhã as portas do labirinto se abrem e Corredores – os mais fortes e rápidos de todos ali – precisam correr e mapear o máximo que puderem antes que as portas voltem a fechar, à noite. Porque a saída para onde eles estão só pode ser por meio do labirinto.

A ordem na pequena sociedade de Clareira é bem estabelecida, com papéis claros e regras básicas: não ferir outro habitante da Clareira, fazer a sua parte e não entrar no labirinto. E Thomas – nosso protagonista – cumpre apenas as duas primeiras. E daí começa a confusão na pequena “ordem” do lugar, algo que piora com a chegada da única menina, Teresa.

Vi o filme antes de ler o livro e, ao terminar de ler, fiquei muito feliz com essa escolha. Ambos têm o mesmo tom de suspense e tensão, mas são MUITO diferentes. Como adaptação da ideia, dos temas abordados, o filme é muito fiel ao livro. Mas quando levamos em consideração as cenas, o ritmo e o resultado de escolhas de personagens, são bastante diferentes. Um é melhor do que o outro? Não. São apenas diferentes. Mas aviso aos fãs: foram feitas mudanças significativas que envolvem o final do livro, relacionamento entre personagens e caracterização. Achei que foram saídas até melhores do que as mostradas no livro, mas quem é fã das páginas pode ficar chateado.

O livro é narrado em terceira pessoa que acompanha Thomas, nosso protagonista. Mas a narrativa do filme flui melhor no sentido de manter o mistério sobre a razão de estarem no meio de um labirinto. Parece estranho, mas é verdade. Isso é, em parte, culpa dos diálogos altamente reveladores bem no início do livro. A sensação que James Dashner passa é de que ele precisa nos contar muito e não nos “mostrar”, por meio de descrições. O resultado é o leitor um pouco distante da história – que é narrada em terceira pessoa -, não se envolvendo tanto com a trama. Ele prende a atenção? Sim. Ele envolve o leitor para “comprar a briga” de seus personagens? Não.

E tanto o filme quanto o livro têm dois twists no final que são bem legais!

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