Morra por mim

Mais um livro de romance sobrenatural adolescente. Ou não.

Esse foi mais um achado da Bienal de 2013. Obcecada que estou com a editora Farol Literário, esse livro me chamou a atenção por uma razão fútil: achei a capa linda! Aí li a história e o vendedor – que chamava Raphael e arrasou nas explicações! – me convenceu a levar. Obrigada, Raphael!

“Morra por Mim” é narrado em primeira pessoa por Kate, uma jovem de 16 anos que acaba de se tornar órfã. Depois do terrível acidente que levou a vida de seus pais, ela e a irmã mais velha, Geórgia, se mudam para Paris, onde moram com seus avós. Enquanto Geórgia sai todas as noites para conhecer gente nova e afogar sua tristeza na popularidade, Kate se enfia em cafés e em páginas de livros para não chorar vinte e quatro horas por dia.

Um dia, andando de madrugada com sua irmã, elas encontram uns caras muito gatos que Kate havia visto em um café dias atrás. O mais bizarro é que eles estão lutando com espadas, todos vestidos de preto e o gatinho que chamou a atenção de Kate simplesmente pula de uma ponte atrás de uma menina.

Dali em diante, o tal gatinho – Vincent – se aproxima de Kate e a vida da jovem fica muito melhor e muito, mas muito mais perigosa. Adivinhou? Pois é, Vincent não é humano. Ele é uma criatura diferente e bem interessante chamada Revenant. Como achei muito legal, não quero estragar a surpresa sobre o que isso quer dizer e suas implicações. O que posso dizer é que a ideia é original, muito bem estruturada e que nossa protagonista não aceita de cara o relacionamento com o rapaz. Por ter perdido os pais, Kate não lida bem com dor, com perda e sofrimento e tudo isso está atrelado a Vincent de uma maneira ou de outra. Ao mesmo tempo em que ele é a luz no fim do túnel para ela, ele também traz escuridão, o que a deixa dividida e a faz mais real. Nada de protagonista “mimizenta” que aceita do nada namorar um cara sobrenatural. Rola conflito, angst e romance, claro. Ah, e momentos bem tensos no final!

Além da mitologia dos Revenants ser muito interessante e da protagonista não ser uma mala, outros pontos positivos de “Morra por Mim” incluem a relação de Kate com Geórgia e a química entre os personagens. Embora Geórgia seja teimosa as vezes e Kate seja pedante em momentos, ambas são reais e funcionam muito bem juntas, como irmãs. A cumplicidade está lá e dá gosto de ver. A química entre Vincent, sua estirpe e Kate também é excelente. Dá vontade de conhecer todos eles e isso é uma delícia de ler. Ah, além de Vincent, Jules é algo e Ambrose é um fofo! *se abana*

Mas “Morra por mim” tem um problema: é o primeiro de uma trilogia e me dei conta disso no final da leitura. Ele amarra bem, o que é ótimo, mas quando cheguei ao final do livro, quis saber mais e só o primeiro foi lançado no Brasil. O bom é que os dois próximos – escritos por Amy Plum – e uma novella já foram lançados nos Estados Unidos, então a galera que lê em inglês já pode cair dentro da leitura e descobrir o que mais acontece com Kate e Vincent (ufa!).

Vale investir em “Morra por Mim”. Romance leve, diferente e delicioso.

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