Não Me Abandone Jamais

“Não me abandone jamais” (tradução de Beth Vieira) é desses livros que comecei a ler sem saber absolutamente nada sobre, foi indicado por uma livreira amiga e eu simplesmente comprei. Já estava lá pela página 30 quando comecei a entender que se tratava de uma distopia. É o único livro que li do prêmio Nobel de literatura Kazuo Ishiguro e o que me fez comprar vários livros dele, um dia chego neles para leitura.

Como disse comecei a ler o livro sem nenhum conhecimento prévio e isso fez com que eu demorasse um pouco a entender o que estava acontecendo, eu me senti como um dos estudantes de Hailsham que não sabem bem o que está acontecendo. Nesse futuro criado por Ishiguro clones são criados para fornecer órgãos para transplantes e suas vidas se limitam a quantidade de vezes que conseguem sobreviver as cirurgias.

O livro é narrado por Kathy que cuida dos doadores, ela tambem um clone. Ela vai relembrando sua adolescencia com Ruth e Tommy, seus amores e desilusões. São adolescentes com qualquer outros e saber do destino trágico só acrescenta uma camada de drmaticidade a suas histórias. Como todo o bom livro o leitor vai descobrindo aos poucos o que está acontecendo, as pistas estão lá e é preciso juntar as peças por si mesmo.

É uma triste e envolvente narrativa de um futuro um tanto desumano. O livro virou filme também mas isso é papo para outro post.

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