Ninfeias Negras

O livro policial de Michel Bussi mistura uma investigação de assassinato com um cenário icônico, no caso a pequena cidade de Giverny, onde o grande pintor Claude Monet morou e pintou seu jardim. É desses livros onde o cenário é tão importante quanto a trama.

Adoro ler autores que saem do eixo EUA-Inglaterra, em um primeiro momento causam estranheza por ter outra visão das histórias, outro ritmo para conta-las, outras referencias, é sempre bom diversificar o que se lê, expandir o horizonte literário. Entrar no ritmo de Bussi me tomou algumas páginas, admito, mas depois mergulhei na história centrada em três mulheres de idades diferentes e que compõem o todo.

Um médico aparece morto; uma criança quer ganhar um concurso de pintura; uma professora quer deixar o marido e uma idosa tudo vê e tudo sabe. Essas são as pinceladas que Bussi vai cultivando, ele faz com que os leitores fiquem focados nelas e não nos deixa tomar a distancia necessária para ver o todo. Ele leva os ensinamentos dos impressionistas para o seu livro e funciona, só entendi o mistério quando ele me atingiu na cabeça.

A trama é bem montada e vai se avolumando. Tenho que dizer que o relacionamento da professora com o detetive é um pouco rápida demais para mim, me lembra o filme “Os três dias do Condor” onde a mocinha tem uma paixão arrebatadora pelo mocinho meio do nada e tudo gira em torno dessa paixão. Esse é o único momento do livro que acho bem difícil de acreditar, não combina nem com os personagens, podia ser algo mais sutil. Tirando isso a trama funciona bem e o final, que eu achei bom, pode desagradar boa parte dos leitores.

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