Novidades para quem é fã de Stephenie Meyer

Novembro é um mês dedicado a autoras aqui no Cheiro de Livro. Falamos da maravilhosa Chimamanda, da igualmente brilhante Inês Pedrosa, mas eu quero falar de uma que me marcou muito e que sofre muito preconceito literário: Stephenie Meyer.

Só de ler o nome você tem uma de três reações: se gosta dela, abriu um sorriso; se odeia “Crepúsculo”, franziu a testa, mas se não faz ideia de quem é, só continuou a ler sem qualquer expressão (aliás, onde você vive que não sabe quem Stephenie Meyer é?). Continuando, escolhi Steph (a entrevistei por telefone uma vez, então tenho intimidade, valeu? – dá para ler aqui) porque, além de ser fã dela, acho incrível o que ela fez para o mercado literário e audiovisual. Não lembra? Vem comigo!

Stephenie Meyer escreveu a série Crepúsculo – “Crepúsculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer” – além de livros spin off (“A Breve Segunda Vida de Bree Tanner”) e companheiros do filme e os stand alone “A Hospedeira” e “A Química” (só esse último que ainda aguarda a minha leitura). A autora americana disse que teve a ideia para “Crepúsculo” em um sonho, acordou e começou a escrever a história de um vampiro de aparência jovem que se apaixona perdidamente por uma jovem mortal. O resto, como se diz, é história. “Crepúsculo” foi um sucesso absoluto de mercado, virou filme e foi a primeira vez (pelo menos que eu me lembre) de um único livro ter sua adaptação cinematográfica dividida em dois filmes, o que aconteceu com “Amanhecer”. Depois dele, os últimos livros das séries Harry Potter e Jogos Vorazes também fizeram isso e “O Hobbit” ampliou a meta e fez isso em três filmes.

Mas além de fazer muito dinheiro vendendo livros e fazendo filmes, o impacto da obra de Stephenie foi além: ela trouxe de volta o gênero romance sobrenatural e o turbinou para Jovens Adultos. Se hoje temos inúmeras excelentes sagas sobrenaturais – mesmo aquelas escritas antes de “Crepúsculo”, como foi o caso de “Diários de Vampiro” -, é graças ao amor de Edward e Bella (sorry, Team Jacob. Mas relaxa que tem novidade para vocês no fim desse post). Ah, isso sem contar o gênero erótico que também foi “acordado” por Stephenie. Como? Depois de “Crepúsculo”, rolaram MUITAS fanfictions (se não sabe o que são, leia “Sou fã! E agora?”) e uma delas, chamada “Master of the Universe” veio a se transformar na trilogia “Cinquenta Tons de Cinza” que, por sua vez, legitimou (pela falta de um melhor termo) a leitura de romances eróticos. Então, se hoje temos uma penca de leituras picantes para escolher e ler sem vergonha (hehehe), é graças ao Sr. Grey e se E. L. James o escreveu foi graças a Stephenie Meyer. Sacaram a correlação?

Dito tudo isso, Stephenie sempre se descreveu não como escritora, mas como contadora de histórias. Sim, existe uma diferença e se você leu qualquer livro dela sabe qual é. Em suma, Stephenie não tem uma prosa maravilhosa, mas ela conta excelentes histórias e de uma forma muito viciante. Eu sou fã dela, amo “Crepúsculo”, adoro de paixão “A Hospedeira”, mas sei de suas falhas em narrativa, sendo uma delas o quão mala é sua protagonista Bella Swan, mas como é impossível não se apaixonar por Edward ou Jacob. Porque sim, o amor abordado nessa série é um tanto quanto dependente e quase obsessivo, mas é coerente com a história e com a época tanto na qual o livro foi escrito quanto da idade dos personagens. Tenho várias ressalvas, mas adoro muuuuito.

Quer mais uma tendência lançada por Meyer? Ela disse que lançaria “Midnight Sun” (“Sol da Meia-Noite”), que nada mais é do que “Crepúsculo” narrado pelo ponto de vista de Edward Cullen, o vampiro-galã da história. Mas alguns capítulos “vazaram” na internet e a autora, muito revoltada com o acontecido, decidiu que não escreveria mais. Depois disso, várias outras autoras passaram a reescrever livros com o ponto de vista de seus protagonistas masculinos também, sendo uma delas a mesma autora de “Cinquenta Tons de Cinza”, E. L. James, veja você! Favor não confundir “Midnight Sun” com “Vida e Morte: Crepúsculo Reimaginado”, que foi escrito e lançado por Stephenie Meyer em 2015 para comemorar uma década desde o lançamento do primeiro livro. Aqui rola uma troca de gênero nos personagens, ou seja, o vampiro agora é uma menina e o mortal, um menino e assim por diante. É “Crepúsculo” de cabeça para baixo e não contado por outro ponto de vista, ok?

Dito tudo isso, você quer novidade, @? Então TOMA! Em um evento em comemoração a 10 anos da estreia de “Crepúsculo” nos cinemas, a autora revelou várias novidades:

  • Como presente de Dia das Mães para a sua mãe, Stephenie Meyer escreveu “Midnight Sun” até a cena da clareira, quando Edward e Bella deitam na grama e é a imagem que surgiu no sonho de Meyer e deu origem a toda essa maravilha;
  • Ela tem toda a outline, ou seja, todas as cenas e o planejamento para “Midnight Sun”, e disse que o livro ficaria mais longo do que Crepúsculo, porque como Edward não dorme, tem mais informação do que a história contada por Bella;
  • Quando questionada sobre publicação, Stephenie Meyer disse que não tem tanta certeza sobre isso porque sente que passou tempo demais e que não faria sentido publicar agora. (nota desta autora: IGNORA ISSO E PUBLICA SIM! EU QUERO!);
  • Stephenie disse também que programou toda a história de Renesmee (a nossa “bebê monstrinho) e Jacob e que seria uma série de dois a três livros. (queremos? Queremos, mas ainda acho meio estranho);
  • E, por fim, perguntaram qual seria a sua Casa de Hogwarts. Stephenie disse que colocaria Edward na Sonserina, Bella na Lufa-lufa. Mas ela se considera SonseLufa, ou seja, um pouco das duas casa. “Eu acho que pediria para ficar na Lufa-lufa porque ser Sonserina é muita pressão. Então ficaria com a turma mais calminha e ninguém me viria vindo, o que é algo muito Sonserino de se fazer”, revelou.

Além de escrever tudo isso, Stephenie Meyer está à frente da produtora Fickle Fish Films, que é responsável por filmes como o MARAVILHOSO “Austenland”, “Down a Dark Hall” que eu quero muito ver e a adaptação para o cinema de um livro de terror teen que eu adoro chamado “Anna Vestida de Sangue”. Ou seja, você pode nem curtir o que ela escreve, mas é impossível negar o impacto positivo que ela teve e continua tendo no mercado em que atua. Go, Steph!

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