O Buraco da Agulha

Ken Follett é um dos meus escritores favoritos e com a Editora Arqueiro relançando sua obra estou tendo a oportunidade de ler várias dos livros que o tornaram o escritor de sucesso que ele é hoje. “O Buraco da Agulha” (tradução de Alves Calado) é o primeiro grande sucesso do escritor e, incrivelmente, o li agora pela primeira vez na edição comemorativa de 40 anos de lançamento.

O ano é 1944 e os Aliados se preparam para aportar na Normandia no dia D, parte do plano envolvia enganar Hitler e fazer a Alemanha acreditar que o desembarque de tropas seria feita em Calais. É nesse momento que começa a história de Follett. O Agulha, o mais importante espião alemão, é colocado para verificar o exercito que se formava para uma invasão via Calais e o seu relatório seria o único a ser levado em conta por Hitler.

O livro é dividido em três narrativas, a do Agulha (Faber), dos integrantes do MI5 e por Lucy. Faber, como é chamado o espião alemão, vai mostrando sua astucia e sua frieza enquanto tenta fugir e avisar que os Aliados estão enganando o Reich. O MI5 é a parte da inteligência militar inglesa responsável por caçar e neutralizar espiões nazistas. Lucy é uma jovem mãe que mora com o péssimo marido, David, em uma isolada ilha na Escócia.

O caminho dos três vai se cruzando e se alternando para montar toda a trama de espionagem. Aqui Follett já mostra toda a sua capacidade narrativa e já coloca famosas figuras históricas interagindo com seus personagens. É interessante ver que o interesse pela idade média já está presente e, principalmente, sua personagens femininas são sempre o melhor dos seus livros. “O Buraco da Agulha” é um ótimo livro mesmo 40 anos depois.

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