O Dono do Morro

“O Dono do Morro – um homem e a batalha pelo Rio” (tradução de Denise Bottmann) deveria ser leitura obrigatória para todos os cariocas. Partindo da história do traficante Nem da Rocinha o britânico Misha Glenny faz um panorama histórico da expansão da violência nas favela do Rio e o poder do narcotráfico.

Esse é dos livros que ficaram morando no meu Kindle propositalmente, eu tinha um pouco de receio de começar a lê-lo e ficar deprimida com a minha cidade. É verdade pós leitura dá um pouco de sensação de que para mudar esse panorama será dificílimo mas o que ficou mesmo da leitura é um conhecimento e entendimento maior do como chegamos até aqui.

Misha parte da história de Nem, um morador da Rocinha que só entrou no trafico por causa da doença rara da filha, para falar sobre as facções criminosas que dominam as favelas, a corrupção policial e a total falta de Estado nas comunidades.

Nem é dono de uma história que faz pensar em pessoas com grande potencial que foram perdidas por total falta de oportunidades. Ele não queria entrar no trafico e entrou para salvar a filha. Uma vez ali, subiu na hierarquia e virou dono do morro, e não de qualquer morro, virou dono da Rocinha, uma comunidade com cerca da 100 mil habitantes. Durante seu reinado ele impôs regras para melhorar a favela, uma paz armada que beneficiava não apenas a Rocinha mas também os bairros no em torno, mais ou menos o que o PCC faz em São Paulo. É interessante ver a ideia de governo de Nem que MIsha obteve atraves de uma série de entrevistas que fez com o traficante na cadeia.

Não foi uma leitura fácil, ainda mais morando no Rio e tendo na lembrança a maioria das guerras que são relatadas e mesmo assim foi uma leitura super importante. “O Dono do Morro” passou a ser um livro que ando recomendando a todos os meus amigos, cariocas ou não.

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