O Guia do Mochileiro das Galáxias


A trilogia de cinco livros mais querida entre os nerds!

NÃO ENTRE EM PÂNICO!

Se tudo der muito, muito errado, basta saber sempre onde está a sua toalha e as coisas vão se resolver. Se precisar fugir, faça sinal e pegue carona numa nave alienígena, mas torça para não ser dos Vogons, até porque eles demoram a eternidade toda presos em burocracias até para enterrar a própria mãe e são péssimos poetas. Ao menos você tem uma certeza: a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo o mais, é 42 e, convenhamos, isso já é alguma coisa (mesmo que não pareça significar muito). E, é claro, NÃO PERCA DE VISTA O SEU GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS.

Eu comecei a ler essa linda trilogia de cinco livros (como o próprio Douglas Adams rotula) de uma forma muito peculiar. Tinha acabado de entrar na faculdade, há algumas muitas teias de aranha atrás, e numa conversa com um futuro grande amigo (mas que no momento era só um cara meio estranho), confessei que eu me considerava muito nerd. Então ele me perguntou: “Já leu O Guia?” (sim, porque é assim que ele é chamado pelos íntimos), e eu: “Não… Que livro é esse?”, no que ele me respondeu na lata: “Você não é nerd.”. Enfim, em um amigo oculto na faculdade, calhou de este ser me tirar. E o que que ele me deu de presente? Óbvio. O clássico de Douglas Adams.

Foi paixão a primeira leitura. A escrita de Adams é acidamente apaixonante. E, nesse ácido, você pode tanto estar se referindo ao seu sarcasmo supremo (humor inglês, quem não ama?) quanto às suas viagens que parecem inspiradas à LSD. Porque vamos falar a verdade, se você não tem uma mente aberta, não vai curtir a trama do Guia. É preciso ter uma visão fora da caixinha e enxergar o que está subentendido em cada linha não escrita. Porque, pra mim, a série é isso, uma grande metáfora da tragédia que é a nossa humanidade. Com alusões claras e outras não tão claras assim, situações comicamente obtusas e tragicamente absurdas, Adams faz, divinamente, uma releitura da nossa humanidade em toda a sua “complexidade”.

Depois de ganhar o primeiro livro, é claro que eu corri para ter todos os outros. Uma das minhas frustrações é não ter todos com as capas antigas, que eu achava muito mais bonitas e só consegui encontrar até o 2° livro, O Restaurante no Fim do Universo, que, por sinal, é o meu preferido (como não amar uma vaca que antes do abate oferece simpaticamente as suas partes mais suculentas a um grupo de clientes constrangidos?).

No total a série tem cinco volumes; “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, “Restaurante no fim do Universo”, “A vida, o Universo e tudo o mais”, “Até mais, e obrigada pelos peixes!” e “Praticamente Inofensiva”, respectivamente nessa ordem. Em todos você acompanha as histórias de Arthur Dent, um inglês particularmente muito azarado (ou muito sortudo), Ford Prefect, um alienígena de um planeta minúsculo nos arredores de Betelgeuse e pesquisador d’O Guia, Trillian (ou Tricia McMillan), uma mulher bem aventureira e um tanto quanto problemática Além, é claro, de Zaphod Beeblebrox, o semi-primo de Ford e Presidente Galáctico, com duas cabeças e nenhum cérebro. E, por fim, mas não menos importante, temos o meu personagem favorito, Marvin, o androide paranóide mal humorado e mal compreendido com um cérebro do tamanho de um planeta que sempre lhe renderá boas risadas e reflexões. Marvin é um personagem genialmente construído em todos os aspectos e acho bastante triste o fim que ele tem na série, mas é algo um tanto quanto inevitável.

Depois da morte de Adams, o escritor Eoin Colfer escreveu o sexto volume da série “E tem outra coisa…”, lançado em 2009. Trama a qual eu não li porque não gostaria de macular a imagem que tenho do mundo construído por Adams. Não acredito muito em histórias que já são sensacionais, já estão terminadas, e do nada recebem uma continuação escrita por um autor diferente… Ok, podem me julgar, vocês estão no direito, eu já admiti aqui certa vez que tenho preconceito literário. Mas o Guia pra mim era perfeito, e não precisava de continuação. E é assim que ele vai permanecer pra mim (até a curiosidade vencer a minha cabeça dura).

Enfim, O Guia é uma trama indispensável da cultura nerd (muito antes de virar moda!), e uma maravilhosa leitura para quem curte ficção científica, humor, história, romance, sátira, e tudo o mais que se possa imaginar. Se você se considera nerd e ainda não leu, precisa rever seus conceitos. E se você, assim como eu, já leu a série milhões de vezes, também não fique muito soberbo. Afinal, ao contrário do que imaginamos, nós somos apenas a terceira espécie mais inteligente da Terra, e não passamos de meras experiências nas mãos dos camundongos.

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