O Hobbit: Uma Jornada Esperada por todos os fãs

 Por Vivi Maurey

Escrever sobre “O Hobbit” tem que ter todo um preparo… Ligar o som no máximo, colocar a trilha sonora dos três filmes de “Senhor dos Anéis” para tocar no Winamp, encher o copo de mate gelado (duas pedras de gelo, se necessário) e desligar o twitter. Ser fã é um estado de espírito. Que não acaba, mas ainda assim.

Faltam 9 meses para a estreia de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” nos cinemas. Ou seja, falta uma gravidez inteirinha, com direito a todo o processo; sintomas, prenatal, primeiro trimestre, segundo trimestre, terceiro, desenvolvimento fetal, nutrição, parto e pós-parto! É sério! Passar por tudo isso e chegar em dezembro e parir um filme como “O Hobbit” não é para qualquer um. É preciso ser um verdadeiro fã e aguentar firme e forte enquanto chegam as notícias de Hobbiton e os malditos videoblogs de Peter Jackson com aquela Nova Zelândia por trás de tudo. SUA LINDA!

Mas a gente vai vivendo a gravidez cinematográfica como pode. Caso tenhamos enjoo nos primeiros meses não podemos esquecer que faz parte do processo, que é momentâneo e que, em breve, teremos um bebê – pequeno e com pés peludos – que fará todo o esforço valer a pena. Claro que isso é drama, pois fãs sempre serão fãs, mas no fundo (lá no fundo) eu sei que a produção do filme sofre muito mais… *sigh*

Eu li “O Hobbit” com 12 anos. 1998. Ano que tive meu primeiro cachorro (durou 3 dias aqui em casa e minha mãe não aguentou e passou adiante, rs), ano da morte de Frank Sinatra e Tim Maia, que o Brasil perdeu de 3X0 da França (muito feio, aliás), que a Apple lançou o iMac e a Microsoft o Windows 98 (risos), ah, e ano de nascimento do Google…  Eu era uma pré-adolescente típica, com direito a todas as crises de existência possíveis. Na época – e até hoje -, precisei de fantasia mais do que eu fazia ideia. E quando vi um amigo (Pedro Bertussi) lendo um livro de capa branca e azul no sítio de uma grande amiga, e perguntei do que se tratava, que entendi que eu precisava fazer parte daquele mundo.

Sem querer desmerecer os outros – até porque eu ainda não os conhecia -, “O Hobbit” foi meu primeiro livro de ficção fantástica e isso já faz com que ele seja especial, além da história maravilhosa e do mundo novo que Tolkien nos presenteou. Não nego que eu já gostava de livros antes disso, mas acho que não entendia a importância deles na minha vida. Não profundamente. Ouso dizer que foi nesse momento, ao ler a conversa entre o Bilbo e o Smaug, que decidi ser escritora. Mesmo que inconscientemente. Minha mente foi longe naquele dia… e os sonhos só ganharam mais vida desde então. E eu não esqueço nunca da frase de Smaug quando Bilbo se empolga em descrever a si próprio: “Não deixe que sua imaginação o leve muito longe!”.

Você pode imaginar a minha reação quando soube que um diretor – nascido do outro lado do mundo – resolvera filmar a trilogia “Senhor dos Anéis” (de uma só vez) que sempre fora a minha história predileta de Tolkien – e do mundo inteiro, for that matter. Era um sonho poder ver a minha imaginação nas telonas, e em 2001 ele se realizou. E quando tudo acabou e ninguém mais esperava ver o Condado (construído na Nova Zelândia especialmente para os filmes), eis que surge a notícia de que Peter Jackson ia produzir O Hobbit.

*Vivi cai no chão literalmente e chora

Por mais que ainda na época de “Senhor dos Anéis” tenha rolado trailer falso de “O Hobbit” no YouTube e notícias mais falsas ainda, eu tinha certeza que era só uma questão de tempo. Peter Jackson não ia deixar uma produção dessas passar batido, tendo os recursos e a oportunidade – e paixão pelo autor da história. Só um fã de verdade poderia construir tudo o que ele construiu. Claro que todos nós temos nossas críticas e reclamações pelas poucas falhas, mas a verdade é que ele teve foi muito culhão e ganhou o respeito de muitos.

A parte que eu mais quero ver no filme “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” – além da conversa de Smaug e Bilbo, é claro (que só vem na segunda parte “There and Back Againem 2013, rs?. São tantas… Os capítulos: Adivinhas no escuro e Moscas e aranhas. Vai ser uma visão e tanta no cinema. 😉

E não vejo a hora de chorar com a trilha sonora e com mais um sonho se tornando realidade!

Acompanhando as palavras do The Sunday Times, o mundo está de fato dividido entre aqueles que leram “O Hobbit” e “Senhor dos Anéis” e aqueles que ainda não leram! Que venha a gravidez de 9 meses…

PS. Se você ainda não viu o trailer de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” ASSISTA AGORA! 

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