O Julgamento de Gabriel

Continuação de “O Inferno de Gabriel”, “O Julgamento de Gabriel” mostra o que somos capazes de fazer por amor

Arqueiro_parceria“O Julgamento de Gabriel” de Sylvain Reynard, é o segundo livro da trilogia que narra as indas e vindas da história de amor de Gabriel Emerson e Julianne. A trama começa exatamente no ponto em que paramos em “O inferno de Gabriel”; Julia e o professor já foram para um outro nível em seu relacionamento, estão perdidamente apaixonados e prontos para se assumir para o mundo inteiro como casal. Começamos exatamente na viagem dos dois para Florença e, neste sentido, é bem bom porque a história fica muito bem ligada. Mas se você esqueceu de algum detalhe, é legal reler os últimos capítulos do primeiro livro. Ler o segundo, sem ter lido o primeiro (nunca vi muito sentido nisso, mas tem gente que faz…), nem pensar! Simplesmente não vai fazer sentido nenhum.

Como eu já disse na resenha do primeiro livro, Gabriel Emerson não existe, minha gente. É muita perfeição, muita dedicação, muita paixão, muita riqueza, inteligência e até boa vontade num homem só. E é, talvez, por isso, que ele seja um personagem tão apaixonante e encantador, mesmo com todos os seus defeitos e fantasmas no sótão, Gabriel nos conquista com seu papo galanteador e seus lindos olhos azuis (além do corpo de Apolo). E se no primeiro livro ele já se mostrava dedicado e obcecado pelo bem estar de sua amada, nesta continuação isto fica ainda mais forte (às vezes chega a ser chato). A comparação com Dante e Beatriz também permanece no decorrer do livro, e as citações e analogias com literatura, arte e cultura de uma forma geral também, o que dá leveza e qualidade ao texto muitas vezes, mas em outras parece meio forçado. Temos uma boa pitada de humor, mas é menos divertido que seu antecessor.

julgamento de gabriel

Falando um pouco mais da trama, tudo são flores durante a primeira viagem dos dois para o exterior e as cenas apimentadas são bem mais frequentes agora, mas quando o casal de pombinhos volta para Toronto, diversas tramoias os aguardam para tentar separá-los. O maior obstáculo é uma denúncia ao Comitê Disciplinar da Universidade, e o casal tem de enfrentar a acusação de terem se envolvido enquanto ainda eram aluna e professor, e a ameaça de perderem suas carreiras tão promissoras. Não querendo dar spoilers, mas já dando dicas do que acontece, Gabriel, em nome do seu grande amor, meio que se sacrifica, e a trama principal gira entre essa reviravolta de um personagem marcadamente egoísta e mesquinho, que passa por cima de tudo que tem, pensando só no melhor para seu amor. Julia continua aquele serzinho frágil, ingênuo e inocente, quase bobo, que, se por um lado faz parte do personagem, por outro, é irritante às vezes, porque enquanto Gabriel passa por uma fase de quase “metamorfose”, vemos uma Julia ainda insegura, que muito pouco evolui e, é tanto exemplo de pureza e de “o mundo é mau, mas eu sou boa, deixe eu sofrer no meu canto” que às vezes dá vontade de dar uns tapas. Também temos uma maior participação de outros personagens e ficamos sabendo mais, inclusive, sobre Christa e Paul, que se tornam coadjuvantes ainda mais importantes para a história. Além de conhecermos umas novas carinhas.

O livro tem muito mais romance do que o primeiro e uma pitada a mais de erotismo e intrigas, mas nada tão profundo assim. Aliás, em alguns momentos achei que a trama ficou até um pouco repetitiva e / ou superficial, pra quem leu o primeiro livro, o que vem por aí é bastante do que você já imaginava que aconteceria. Para mim a questão da denúncia ocuparia toda a trama e veríamos um casal unido contra tudo e contra todos todo o tempo, mas o que vemos mais é um Gabriel mártir, uma Julia “sou perfeitinha” que na verdade é uma chatinha às vezes, e um desenrolar nem tão surpreendente assim. Mesmo assim, continuo achando a história muito bonita e, é claro, quero muito saber no que dará o caso dos dois no terceiro e último livro. Apesar dos pesares, em “O Julgamento de Gabriel” nos sentimos mais envolvidas e, no fim, fica aquele gostinho de “que história linda, preciso ler o que vem por aí!”. Pra quem leu o primeiro, é um livro realmente imperdível. Se você não leu, mas gosta de uma boa história de amor, corra atrás e leia os dois, é uma leitura rápida, que flui bem, e você vai terminar com olhinhos sonhadores de “quero um amor desses para mim”.

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3 comentários sobre “O Julgamento de Gabriel

  1. Comente É exatamente isso!
    Esta é a sensação… bem ainda não terminei de ler, mas pelo desenrolar do primeiro livro, dá pra ter uma boa noção do que nos espera no Julgamento.
    Sempre achei e vou continuar achando a Julia uma chata! Muito ingenua e bobinha…
    No fundo eu acho que Biel, é homem demais pra ela! hahahaha

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