O Penúltimo Sonho

Esse é daqueles livros que só conheci por ser amiga dos livreiros. “Você vai adorar. Um casal de idosos é encontrado morto, vestido de noivos. Não vou contar mais. Você tem que ler.” Foi assim que “O Penúltimo Sonho” de Ángela Becerra (tradução de Eliana Aguiar ) chegou as minhas lá em 2007. Na época devorei e indiquei para um monte de gente. Estou rearrumando minhas estantes e o reencontrei, achei que era uma boa reencontrar a história de amor de Joan e Soledad.

O início do livro é intrigante: um casal idoso, vestidos de noivos, mortos dentro de uma casa. A filha da noiva não sabe quem é o homem morto ao lado da mãe e o filho do noivo não faz ideia de quem seja a mulher morta ao lado do pai. Nenhum dos dois sabe o porque do suicídio. Desse momento em diante o livro é dividido em dois tempos. O tempo de Joan e Soledad no final dos anos 1930 e como o romance se desenrolou; e o tempo de agora onde Aurora e Andreu buscam a história de seus pais.

Becerra é colombiana e bebe na fonte do realismo fantástico em muito momentos. Não sou a maior fã do realismo fantástico, me irrita mais do que me encanta. (eu sei, eu sei, é uma opinião polêmica). Aqui são pequenos toques desse universo, toques em forma de aromas e ventos. Funciona na história e me irritou mais na primeira vez que li do que agora, tenho q admitir.

“O Penúltimo Sonho” é um grande romance, encantador, com casais pelos quais se torce. Repleto de magia, seja por controle de ventos ou pela simples química da paixão a primeira vista. Essa releitura só me fez ter a certeza que é um desses livros para indicar e, volta e meia, reler.

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