O Quarto de Jack

Antes de qualquer coisa tenho que dizer que fiquei postergando assistir ao filme, assim como não quis ler o livro de Emma Donoghue, que também assina o roteiro. Desde que essas histórias de mulheres que passaram anos presas e sendo abusadas por homens, algumas vezes familiares, começaram a surgir no inicio desse seculo sempre achei que era um destino demasiado cruel, dessas historias que você quer crer que só existem em filmes ou livros, bem longe da realidade. Tendo dito isso, foi com essa apreensão que fui assistir a “O Quarto de Jack”, um filme que se sustenta em duas grandes atuações, Jacob Trambley (Jack) e Brie Larson (Ma/Joy).
Room2
A primeira metade do filme e toda passada dentro do quarto onde Jack, então com cinco anos, e a Mãe vivem, ele nasceu ali, ela está lá há 7 anos. O pequeno cotidiano dos dois, como eles lidam com o confinamento. É nesse momento em que se estabelece o quão limitado é o mundo de Jack, o quão confuso para ele é imaginar que existe um mundo além daquelas paredes. São, basicamente, só os dois durante metade do filme, Jacob e Brie dão um show.
No segundo ato Brie mostra porque é uma das favoritas ao Oscar desse ano e Jacob que foi um grande injustiçado nas indicações. Jack descobrindo o mundo, tentando absorver tudo que é tão novo para ele é lindo. Já a trajetória de Joy é bem mais sinistra, é ter que lidar com os abusos, com a vida fora do quarto, é uma grande atuação de Brie, principalmente na cena da entrevista.
“O Quarto de Jack” não é um filme fácil, mas foi bem menos difícil do que eu esperava. Jacob e Brie merecem todos os prêmios a que foram indicados.

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