Origem

O novo livro de Dan Brown volta a misturar tudo que fez dele um best seller: Robert Langdon, conspirações religiosas e assassinatos.  “Origem” é mais uma tentativa de reviver o sucesso de “o Código Da Vinci”, lamento informar que é um tentativa frustrada.

Aqui a trama gira em torno do assassinato de um famoso futurólogo que quer responder duas perguntas: de onde viemos e para onde vamos. Todos os elementos que já são assinatura de Brown estão no livro e ele tenta despistar o leitor do assassino óbvio (antes da página 100 já é bem claro quem é o culpado por tudo) usando exatamente todas as táticas narrativas que envolvem jogar a culpa na igreja, sempre a igreja.

“Origem” deveria ser mais uma aventura com o professor Robert Langdom como o salvador do mundo usando todos os seus conhecimentos de simbologia. Durante as mais de 400 páginas Langdon usa seu conhecimento de simbologia duas vezes, os outros momentos em que ele resolve os problemas apresentados pela ação não tem absolutamente nada a ver com simbologia e seus conhecimentos. Esse é um dos principais problemas do livro, o protagonista, o herói da série poderia facilmente ser substituído por alguém com um conhecimento médio sobre poesia, a presença de Langdom não é essencial para a trama.

Fui uma leitora que devorou “O Código Da Vinci”, me diverti moderadamente com “Anjos e Demônios” e que me arrastei nas páginas de “Origem”. Nada ali me encantou, Langdon não entende nada de arte moderna ou de arquitetura, sua parceira nessa aventura Ambra Vidal é curadora de arte e mesmo assim não ajuda em nada na aventura. O envolvimento da realeza espanhola e de seitas ultraconservadoras é mal explorada, bem mal explorada.

É interessante ler como “Origem” é um livro de seu tempo, o ataque ao criacionismo, ao ultraconservadorismo, na crença cega na tecnologia, todos problemas dos dias de hoje e certamente do amanhã. A melhor cena do livro tem pouco a ver com o tema do livro, é o Rei espanhol falando para o filho Julian sobre a importância de se conhecer a história para não repeti-la. É a mensagem mais importante do livro no momento em que o nacionalismo, a xenofobia e o conservadorismo voltam a se expandir pelo mundo.

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