Os Casais

Hoje é dia dos namorados, e para fazer uma homenagem nós da redação do Cheiro de Livro relembramos nossos casais favoritos:

Nala e Simba (Vivi Maurey)

Às vezes eu me pergunto quais relacionamentos da ficção eu enxerguei como modelo, como inspiração para minha vida, e volta e meia me pego pensando na Nala e no Simba, apesar de eles serem felinos e não humanos, hehehe. Mas a gente brinca de trabalhar com a metáfora e no final dá no mesmo, vai. Eu sempre gostei da ideia de um relacionamento começar pela amizade, poder crescer junto, desenvolver afinidades e aprender um com o outro os limites e visões do mundo… e até mesmo às vezes quando tudo parece perdido um dos dois enxerga uma saída e, não importa o quão difícil fica, estica a mão, diz a coisa certa na hora certa para o outro e juntos eles se levantam e são capazes de enfrentar qualquer problema. Eles são, além de tudo, companheiros e leais à amizade. Não tem laço mais forte num relacionamento pra mim que você saber que pode contar com uma pessoa, não importa o que aconteça.

Peter Parker e Mary Jane Watson (Eric Hart)

Manter um relacionamento no universo da Marvel é muito, muito difícil. Mas aos trancos e barrancos, Peter e Mary Jane persistem. Durante muito tempo, Peter fugiu da insistência da Tia May em conhecer a filha dos vizinhos. Quando finalmente veio a revelação, a própria Mary Jane resumiu: “Tigrão, você ganhou na loteria.” Só que Peter tava mais ligado em Gwen Stacy. A morte dela é que aproxima os dois de vez. Vieram vários percalços, incluindo as investidas de Felicia Hardy, a Gata Negra, em cima de Peter. Ele e Mary Jane finalmente se casam, até que enfrentam o pior inimigo do Homem-Aranha: os roteiristas da Marvel que insistem em separá-los das maneiras mais estapafúrdias. Eles perdem um bebê na infame Saga do Clone. Mais tarde, numa das piores sequências da história, Peter faz um pacto com o diabo para salvar a Tia May e aceita que Mephisto simplesmente apague o casamento da história. Eu falei que era difícil… Mas como nos quadrinhos não há nada que não possa ser reescrito, no mais recente “reboot” do universo Marvel, os dois se reaproximaram. Não tem jeito: Peter Parker e Mary Jane são inseparáveis.

A Bela e a Fera (Frini Georgakopoulos)

Da redação do Cheiro de Livro, sou a que mais lê/gosta de romances. Mas quando surgiu a ideia dessa lista, POOF! Todos os meus ships sumiram! Então escolhi a Bela e a Fera não somente por eles em si, mas pelo tipo de casal que eles representam. Por mais que muitos usem como argumento que esse conto de fadas tem como base a Síndrome de Estocolmo, gosto da história que tem como arquétipos a mocinha valente e que almeja ser mais do que beleza, mais do que a sociedade “dita” para ela. E o mocinho que precisa se livrar de masculinidade tóxica e aprender o que é compaixão. Gosto de ver que o romance dos dois não é sobre um mudar o outro, mas sobre aceitar os defeitos, fragilidades e qualidades de cada um e serem fortes juntos. Por isso que amo essa história e todas que têm esse viés como o casal de “A Forma da Água”, Buffy e Angel e tantos outros. Beleza vai além do físico e isso vale para todo e qualquer gênero.

Aurélia e Seixas (Carolina Pinho)

Tive sérias dificuldades de encontrar um casal para colocar nessa lista. Primeiro porque, diferente da Frini, não sou muito dos romances e depois porque sempre que preciso fazer uma lista simplesmente me dá um branco. Tive que olhar minhas estantes, meus posts aqui até me decidir pelo casal central de “Senhora“. Eu adoro, desde que li no colégio, esse livro. Uma história em que a mulher exerce seu poder, que debate o casamento por dinheiro, esbarra na prostituição masculina e ao mesmo tempo tem uma linda história de amor e um quê de vingança. Aurélia é poderosa e sujeita Seixas a provações. Ler no colégio deve ter traumatizado muitos, mas dê mais uma chance para esse casal maravilhoso da literatura clássica brasileira.

Aziraphale e Crowley (Raphaela Ximenes)

Isso mesmo que você leu, o anjo e o demônio que convivem entre os humanos há mais de 4 mil anos em Good Omens. Quando li o livro fui conquistada pela amizade maravilhosa desses dois, que rendiam os melhores momentos e diálogos. Mas com a série percebi melhor as sutilezas. Os dois vem pra Terra com uma missão, chegam por aqui no início de tudo e observam os humanos surgirem, criarem civilizações, culturas, guerras, errarem, acertarem e acabam se afeiçoando a eles, mas, também, um pelo outro. Durante esse tempo, eles formam um laço muito forte, que ultrapassa a amizade, vira cumplicidade e, por que não, amor. As conversas entre Aziraphale e Crowley são deliciosas, cheias de carinho e respeito mútuo. Sem perceber você começa a ficar ávido por essas conversas, para que eles estejam sempre juntos. Pode não ser um amor romântico, mas é amor, do tipo mais puro. Um amor que todo mundo merece ter na vida e nem precisa de definição. Só sei que passei a minissérie inteira shippando os dois e que no meu coração eles estão juntos pra sempre.

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