Os Cavaleiros de São João Baptista

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Uma disputa de poder, uma sociedade templária e um casal apaixonado. Esses são os elementos do romance de Domingos Amaral.

Domingos Amaral gosta de pegar a historia de Portugal e entrelaçar com um enredo policial. Desta vez ele escolheu a fundação do país e a lenda do tesouro templário e mistura com uma trama de disputa de poder e dinheiro. A trama não é tão envolvente quanto dos livros anteriores (Enquanto o Ditador Dormia e Quando Lisboa Tremeu).

A historia é fragmentada entre dois personagens João Pedro e Júlio César. O primeiro é um advogado que vê a mulher que ama desaparecer, por acaso ela é também a filha de seu chefe, o segundo é um investigador da polícia que começa a trabalhar no caso de assassinato de uma empregada domestica. O começo do livro é ótimo, intrigante, o desaparecimento de Mariana, a morte de Elvira. Tudo começa bem. Até mesmo o momento de contexto histórico sobre os Templários funciona. O problema é a trama política, ela não funciona.

Dois advogados poderosos e um empreiteiro formam a Fundação dos Cavaleiros de São João Baptista, uma fundação Templária. O problema começa quando dois deles, Jacques e Marcos, se desentendem e passam a disputar o controle da fundação e, principalmente, o dinheiro.

A metade final, onde tem toda a ação de perseguição, é simplesmente chata. Não existe um clímax, a grande surpresa não tem surpresa nenhuma. É tudo bem sem graça. Amaral até tenta deixar ganchos no final dos capítulos, mas é tão óbvio o que vai acontecer que a tentativa é em vão.

Esse é o mais fraco dos três livros (Enquanto o Ditador Dormia e Quando Lisboa Tremeu) que li de Domingos Amaral. O que encanta na literatura dele é o contexto histórico mesmo. Nesse é a criação de Portugal, as fronteiras mais antigas da Europa, e a participação dos templários nessa conquista. Por esse contexto histórico a leitura até vale, mas não é dos melhores livros.

Os Cavaleiros de São João Baptista não foi publicado no Brasil.

Onde encontrar:

WOOK - www.wook.pt

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