Por trás dos tigres

Por Frini Georgakopoulos

 “Meu irmão mais novo não conseguia pronunciar Colleen quando era pequeno, então ele me chamava de Freenie, o que soa similar ao seu nome”

 É com essa frase e um smiley face que Colleen Houck, autora da saga “A Maldição do Tigre” (leia a resenha do primeiro livro aqui) começou nossa entrevista.

 Simpática e hiperativa, Colleen escreve, atualiza seu Facebook, posta no Twitter e ainda arruma tempo para conceder essa entrevista ao Cheiro de Livro e, sabe, ter uma vida normal.

Segundo a autora, ela começou a escrever “A Maldição do Tigre” depois de terminar de ler a saga “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e se sentir meio órfã. Em busca de algo que lhe trouxesse semelhante sentimentos apaixonados, Colleen se empolgou, fez uma lista de razões do porquê gostava tanto de “Crepúsculo” e resolveu que escreveria sua própria história. Não, ela não escreveu uma fan fiction, mudou os nomes e publicou. Não, essa é outra pessoa. Colleen utilizou de elementos – como “os dois gatinhos”, que aqui são realmente felinos! – e uma protagonista de fácil identificação do público para contar sua própria e original história.

“O que eu sempre gostei na saga “Crepúsculo” é que era um romance light. Não queria cenas explícitas e não queria que acabasse em apenas um volume. Então foi perfeito para mim. Outra coisa que gostava muito era que não sabia se Bella ia ficar com Edward ou com Jacob, então a tensão romântica era mantida. Descobri depois que é difícil fazer isso”, conta Colleen se referindo aos seus tigres Ren (o mocinho lindo e bem comportado) e Kishan (o bad boy que aparece bem mais no segundo volume, “O Resgate do Tigre” e que é irmão de Ren).

A saga escrita por Houck conta a história de Kelsey Hayes, uma jovem americana órfã que arruma um emprego de verão em um circo e se dá muito bem com um tigre branco que lá mora. Em algumas reviravoltas, Kelsey descobre que o tigre – Ren – é na verdade um príncipe amaldiçoado e ela embarca em uma jornada para a Índia para libertá-lo, conhece irmão bad boy (e que é um tigre negro) de Ren e descobre que seu papel nessa história vai muito além do que o de uma menina apaixonada. Os leitores brasileiros curtiram? E como!

“Esperava que meus livros fossem bem recebidos, mas não sabia se as pessoas realmente gostariam deles. Sabia que eu os amava e que alguns familiares e amigos gostavam bastante. Então é bom demais ver como eles estão se saindo bem, principalmente em outros países”, orgulha-se Colleen. Mas a autora infelizmente não virá para a Bienal Internacional do Livro em São Paulo. “Realmente não deu para ser. Mas entrem em contato com a minha editora no Brasil, a Arqueiro, e digam que querem me ver em um futuro próximo! Eu realmente quero ir ao Brasil!”

Já deu para notar que Colleen é uma fofa, né? Ela também contou que o terceiro livro da série vai se passar em um iate chiquérrimo e que nossos protagonistas vão enfrentar monstros marinhos, entre eles dragões dos cinco oceanos.

Criaturas mitológicas, lugares exóticos, cores, sabores, cheiros fazem parte da narrativa de Houck, mas um tema é continuo em toda a saga: “Sacrifício. Quero que meus leitores entendam o que significa abrir mão de algo que se quer para que a pessoa que você ama possa ser feliz”

E quem ela escolheria se a saga “A Maldição do Tigre” virasse filme?

“Difícil! Mas se você me seguir no Pinterest poderá ver fotos dos atores que inspiraram meus personagens.”

Não falei que a mulher é hiperativa?

2 pensamentos em “Por trás dos tigres”

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