Princesa das Águas

Paula Pimenta mergulha na adaptação de A Pequena Sereia

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Eu adoro contos de fadas e princesas da Disney (#prontofalei) e a série literária da Paula Pimenta que adapta esses contos para a vida adolescente contemporânea é uma graça!

Depois de abordar a Bela Adormecida em “Princesa Adormecida” e transformar Cinderela em uma DJ em “Cinderela Pop”, Paula Pimenta mergulha fundo ao lançar “Princesa das Águas”.

Assim que vi a capa de “Princesa das Águas”, quis ler o livro. #mejulguem
Linda, linda, linda! Mas fiquei me perguntando como Paula conseguiria adaptar a história de uma sereia que quer ser humana. E me surpreendi. Ela a transformou em uma jovem atleta da natação que só queria ser uma adolescente normal de vez em quando.

Já nas primeiras páginas do livro, a autora nos apresenta o histórico da personagem. Vamos aos fatos:

  • O pai de Arielle era nadador
  • A mãe – que faleceu ao dar a luz à Arielle – era cantora
  • Suas cinco irmãs mais velhas formam o grupo “The Mermaid Sisters”
  • Embora a voz de Arielle seja a mais linda de todas, a moça tem razões para não cantar (e é muito triste!).
  • Arielle é a única na família que seguiu os passos – ou melhor, as braçadas – do pai.

A história se passa alguns meses antes dos Jogos Olímpicos e mostra uma nadadora de 16 anos que é promessa de medalha para o Brasil, mas que está cansada de viver uma vida tão controlada. Lino, seu amigo desde a infância e companheiro de natação, é excelente companheiro e divide com ela as “algemas” da vida de atleta. Mas é diferente. O legado familiar não pesa os ombros do menino.

Conforme conhecemos as irmãs de Arielle (fofas!), o treinador Sebastião, e outros personagens – pausa para amor/ódio por Belinha, amor por Yasmin e puro ódio por …. UI! Quase soltei um spoiler! -, o leitor ingressa no dia a dia de uma jovem atleta e nos sacrifícios feitos pelo primeiro lugar no pódio.

“Princesa das Águas” é uma leitura bem jovem, mas em jovem mesmo. Embora a protagonista esteja quase fazendo 17 anos e o gatinho tenha acabado de completar 20, a sensação é que todos têm uns 15. E pode parecer que não, mas faz muita diferença.

Tudo é bastante coerente até uma “gincana” aparecer na história. Embora entenda que ela sirva para desenvolver os conflitos necessários para a história, senti meio incoerente. E até Arielle concordou comigo! Mas tudo bem! É divertido e faz parte. Vire a página e vamos continuar….

Outro desafio complicado na adaptação de “A Pequena Sereia” é o fato de Ariel ter que conquistar o príncipe sem falar. E a maneira que Paula encontrou para adaptar isso foi muito fofinha! Tem relação com a tal gincana, mas é muito legal!

Outras duas características do livro que achei demais foi o fato das outras “princesas” e personagens das outras adaptações aparecerem (até uma ou outra que ainda terá sua própria história no futuro), e de Paula usar falas da animação da Disney no livro. Identifiquei algumas e achei uma delícia encontrar esses pequenos tesouros.

A narrativa de Paula Pimenta é criativa e ingênua de uma forma refrescante. A Ariel que conhecemos é curiosa, quer saber o que acontece fora do seu mundo e a Arielle de Paula é exatamente assim. Essa curiosidade é típica dos adolescentes e, vamos confessar: quem não desobedeceu aos pais para ir a uma festa só para saber se o gatinho estaria lá? Todos nós já passamos por isso então a identificação é instantânea.

E uma curiosidade fofa: Paula terminou de escrever “Princesa das Águas” no quarto temático da Pequena Sereia no hotel Disney Art of Animation, na Flórida. Tem como ser mais encantada?

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