Publicar dá medo

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A publicação é só o início de uma jornada para Hobbit nenhum botar defeito!

Você gosta de montanha-russa? E de filme de terror? E de dar beijinhos em que você ama? Isso todo mundo gosta, né? Já parou para pensar como a antecipação ao entrar em uma montanha-russa, sentar para ver um filme de terror ou ficar cara a cara para beijar quem a gente gosta causa o mesmo frio na barriga, acelera o coração e deixa a gente tenso? Sabe o que mais causa tudo isso? Publicar um livro.

Antes de ter meu nome nas prateleiras de livrarias em todo o país, eu achava que seria um sonho publicar um livro e que seria tudo incrível e maravilhoso. E realmente foi e está sendo tudo incrível e maravilhoso, mas eu não estava pronta para o próximo livro. E ele veio. Quer dizer, está vindo, já que estou desenvolvendo a história.

Em uma palestra que dei recentemente, um aluno me perguntou se tinha sido difícil publicar um livro. Acho que o mais difícil é ter a coragem de tornar pública a sua ideia, a sua história. A minha essência está em “Sou fã! E agora?” e nem sempre ela será aceita ou compreendida por outras pessoas. Mas muitas vezes o livro será total fonte de identificação. E eu preciso estar preparada para ambos os casos. Agora, pergunta se eu estou! Ninguém nunca está.

E é esse frio na barriga que rola na montanha-russa, que me domina toda vez que vejo meu livro nas livrarias, que flagro alguém com ele nas mãos ou que sou marcada em uma foto ou resenha dele em um blog. Ele está ganhando o país, um leitor de cada vez, e eu não poderia estar mais feliz.

Aí surgiu um novo convite! A Galera Record me convidou para participar da antologia de terror que vai adaptar quatro grandes “vilões” clássicos: “O médico e o monstro”, “O fantasma da ópera”, “Drácula” e “Frankenstein”. Eu amo TODOS esses e foi incrível ser convidada a escrever um desses contos (qual será o meu hein? Deixa sua aposta aqui nos comentários!). Estarei na companhia de Raphael Montes, Raphael Draccon e Carolina Munhóz, um trio de peso na literatura jovem brasileira. Estou morrendo de medo, mas tô incandescentemente feliz!

“Sou fã! E agora?” é um sonho realizado que abriu portas para eu realizar mais sonhos e fazer mais projetos. Se eu estou pronta pro próximo? Claro que não! Se eu vou agarrá-lo e me jogar nas novidades que vêm por aí? Com toda a certeza do mundo!

Essa coluna não é só para dividir com vocês um momento muito especial da minha vida. Escrevi esse texto porque quero deixar claro que publicar dá muito medo. Quando a editora diz “sim” para o seu projeto é só o começo de uma jornada e não o fim. E posso parecer super confiante, mas é só porque lido bem com a insegurança. Hahahah! Tudo bem ter medo. O que não aceito é deixar meus sonhos de lado por causa dele. Então esse é o meu conselho – se é que sou alguém na fila do pão para dar algum: se quer escrever, escreva. Se você quer cantar, cante. Se quer dançar, dance. Não se cale ou se omita por medo do que os outros vão pensar. É perda de tempo e de energia.

A montanha-russa vai subir, subir, subir e quero você do meu lado! E lá vamos nós!

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