Reconstruindo Amélia

Uma mãe em busca de respostas depois da morte de sua filha.

Uma adolescente de 15 anos morre dentro do colégio, a policia diz que foi suicídio, a mãe não acredita que resolve reabrir o caso. Essa é o ponto de partida do bom policial “Reconstruindo Amélia”.

Kimberly McCreight estrutura o seu romance policial intercalando capítulos protagonizados por Kate, a mãe em busca de uma resposta para a morte da filha, e de Amélia. Entre os capítulos protagonizados por Amélia existem posts no Facebook e troca de mensagens no celular. Essa estrutura de colcha de retalhos vai construindo dois cenário, o da investigação e o dos acontecimentos. Os dois cenários se desdobram ao longo das páginas e desvendam os acontecimentos. A estrutura faz com que o livro seja tão bom, as possibilidades para os acontecimentos vão aparecendo e o leitor algumas vezes sabe o que vai acontecer e, muitas vezes, é surpreendido.

A morte de Amélia envolve mais do que simplesmente a morte da adolescente, envolve a historia de sua concepção. Amélia é criada apenas pela mãe e existe um certo mistério sobre quem é o pai da menina. Esse mistério é um elemento importante no desenvolvimento da trama. É também uma das partes com mais falhas da narrativa, existem reações exageradas, situações que não explicam muito bem as ações de certos personagens, mas dá para relevar. A solução para os acontecimentos tem algumas falhas, mas nenhuma delas realmente me incomodaram.

O conjunto da obra é bom, é um daqueles livros que do meio pra frente não dá vontade de largar. A historia se desenrola de forma que prende o leitor e as possibilidades de solução se multiplicam deixando a leitura ainda mais viciante. Um bom livro policial, mesmo com falhas na solução dos mistérios.

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