Seis livros para ler durante uma pandemia

O ano de 2020 chegou metendo o pé na porta. Conforme os dias do mês de janeiro passavam, os amantes da ficção científica e das distopias viviam um dejavu um tanto quanto desagradável. O que não esperávamos era que viveríamos todas as distopias em apenas três meses, já que fomos do medo do fim do mundo, através de uma possível Terceira Guerra Mundial, para o vislumbre de viver em um mundo pós-apocalíptico sobrevivente de uma pandemia. Em pouco menos de um mês, o Covid-19, conhecido como Corona Vírus, está avançando pelo mundo nos fazendo pensar em todos os livros e filmes sobre pandemias que já consumimos. Para manter nossos leitores espertos em relação ao assunto, aqui vai uma lista com seis livros para ler durante uma pandemia:  

The Eyes of Darkness (1981) – Dean Koontz

Esse é o livro mais comentado atualmente porque, em 1981, Dean Koontz falou sobre um vírus chamado Wuhan-400, que é criado em um laboratório na China e que se espalha pelo mundo. Wuhan é a cidade de onde saiu a epidemia do Covid-19, o Coronavirus. No livro de Koontz, Christina Evans ainda está se recuperando da morte de seu filho quando começa a receber estranhas mensagens que a fazem questionar se ele realmente estaria morto. Sem dar spoilers desse ótimo thriller, toda a história de Koonts acaba nos levando para um vírus criado em laboratório que acaba infectando pessoas nos EUA.

A Dança da Morte (The Stand – 1991) – Stephen King

Uma gripe mortal, conhecida como Capitain Trips, toma conta do mundo e dizima quase toda a população do planeta. Os que sobrevivem acabam tendo sonhos, ou com uma a Mãe Abigail, que lidera esse grupo até Nebraska. Outros sonham com Randall Flagg, que os lidera para Las Vegas. Flagg quer o poder e o grupo de Mãe Abigail precisa impedi-lo. Esse é o resumo do resumo dessa história, considerada uma das melhores que Stephen King já escreveu (de acordo com o New York Times) e que virou um épico entre os romances sobre epidemias e aqueles que sobrevivem.

A Trilogia MaddAddão (MaddAddam Trilogy 2003 – 2013) – Margaret Atwood

A Trilogia do MaddAddão é composta por três livros escritos no período de 10 anos por Atwood. Em Oryx e Crake a história é contada por um personagem que se autointitula como o Homem de Neve. Conforme ele conta a história sobre quem ele é, descobrimos que o mundo foi assolado por uma doença criada artificialmente através de um programa chamado Projeto Paraíso, que sai do controle. O segundo livro, O Ano do Dilúvio, continua a história do primeiro livro, contando mais detalhes de como tudo chegou naquele ponto, dessa vez pelo ponto de vista de duas mulheres: Ren e Toby. E o livro que encerra tudo, MaddAddão, sobre quem é o MaddAddão e qual seu papel em tudo que aconteceu. Através dessa trilogia, Atwood mostra as consequências de um mundo sem preocupação ecológica e faz uma crítica sobre o poder das grandes incorporações e o que pode acontecer quando elas detêm o poder por completo.

Estação Onze (Station Eleven – 2015) – Emily St. John Mandel

 Esse é um livro curioso, porque ele não fala sobre ciência, não se preocupa em entender como a pandemia do livro acontece. Sua história se desenvolve vinte anos depois de tudo, quando o mundo voltou a ser simples e acompanha uma trupe de artistas viaja entre as comunidades sobreviventes interpretando Shakespeare e tocando músicas. Até chegarem a um local que pode mudar tudo. Mais uma vez as relações humanas é o foco dessa ficção especulativa, vencedora de prêmios como o Arthur C. Clarke Award.

A Menina que Tinha Dons (The Girl with all the Gifts – 2014) – M. R. Carey

Fazer uma lista sobre pandemias, pragas e doenças que dizimam grande parte do planeta logo nos leva a pensar em: zumbis. Esse livro de estreia de M. R. Carey fala desse assunto já muito discutido, mas de uma forma bem sensível e pelo olhar de crianças. Melaine é uma menina super dotada, mas é portadora de um vírus que infectou boa parte da população. Ela e outras crianças são a esperança para a cura de uma doença conhecida como “a fome”.

A Peste – (The Plague – 1947) – Albert Camus

Esse clássico de Albert Camus cabe com perfeição no mundo que vivemos aqui em 2020. Publicado logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Camus conta a história de um surto de Peste Bubônica na Argélia para debater sobre a condição humana ao mesmo tempo que faz um paralelo com o facismo e horrores que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial. Talvez o livro mais denso de toda a lista, mas o mais importante em uma época em que governos flertam com o facismo, que o mundo se encontra em total ebulição e que uma pandemia paira sobre todos nós.

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