Strike – Career of Evil

Antes de qualquer coisa eu tenho que dizer que o que a BBC chama de nova temporada eu chamo de episódios. No total as três temporadas de Strike (The Cucoo’s Calling e Silkworm) tem apenas sete episódios  e eles nem são enormes, tem, em média, uma hora. A adaptação do terceiro livro de Robert Galbraith (pseudônimo de J.K. Rowling) é também o que mais revela o passado do protagonista, Cormoran Strike, e o que mais mergulha na relação dele com sua assistente Robin. A nova temporada é bem fiel ao livro e como ele deixa um gostinho de quero mais.

Tom Burke volta a encarnar Strike e a cada novo caso ele está melhor no papel assim como Holliday Grainger como Robin. A química entre os dois foi se fortalecendo ao longo dos episódios assim como acontece com os personagens nos livros. Aqui o caso é bem mais pessoal do que todos os outros casos, o assassino quer se vingar de Strike e isso faz com que os espectadores possam conhecer um pouco da vida de Strike no exercito e de sua mãe. Pode parecer estranho mas é no terceiro livro também que começamos a conhecer mais esses personagens, seus passados e suas histórias. É aqui também que é revelado um trauma de Robin e que faz várias situações das temporadas anteriores mudarem um pouco de figura, ela ganha em complexidade e isso é sempre bom para a narrativa.

Como na maioria dos livros policiais Strike faz conexões com elementos que quase ninguém prestou atenção durante as cenas e consegue, é claro, descobrir quem é o assassino que está tentando incrimina-lo. Isso pode parecer o mais importante do final dessa temporada mas para mim a trama que interessa é Robin com Strike e um certo casamento. Foi a mesma coisa no livro.

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