Teoria Geral do Esquecimento

Agualusa é desses escritores que compro todos os livros e depois vou lendo aos poucos, me conforta saber que sempre tenho um Agualusa inédito para mim na estante de casa. Nem sei quando comprei “Teoria Geral do Esquecimento”, só sei que ao passar pela estante ele me chamou atenção e lá fui eu mergulhar na independência de Angola através do olhar único de José Eduardo Agualusa.

A premissa é dessas peculiares: Ludo é uma portuguesa que constrói um muro na porta de seu apartamento quando a guerra de independência de Angola começa e passa 30 anos isolada do mundo. A história de Ludo costura a narrativa de uma série de personagens que relatam a luta de independência, o governo comunista, a guerra civil e a chegada da república.

Conheço mais a história dos países lusófonos da África através da literatura do que pelo que estudei na educação formal. Acho que no colégio todas essas lutas de independência foram colocadas como “no pós guerra países africanos tornaram-se independestes”, como se a África fosse um território único e uniforme. “Teoria Geral do Esquecimento” me fez ir buscar um pouco mais sobre a história de Angola e a leitura já valeria por isso, mas é mais do que isso.

Ludo e como ela consegue sobreviver durante 30 anos em um apartamento é interessante; Sabalu e seu instinto de sobrevivência; Monte e sua ideologia, enfim são uma série de personagens interessantes que se misturam em uma história que tem momentos de poesia, uma boa mistura. Algo que sempre me chama atenção é como o Brasil é uma forte influencia nos países que falam português na África, não há livro em que não se fale da nossa literatura, das nossas novelas ou da nossa música. Infelizmente essa é uma via quase de mão única.

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