Tomi Adeyemi

A primeira vez que ouvi sobre Tomi Adeyemi foi através de um tuite do Stephen King elogiando essa nova autora que estava pronta para estourar com seu maravilhoso romance “Filhos de Sangue e Osso”. Sua obra de estreia chegou ao primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times , entre os livros YA. Com 25 anos, Adeyemi mostra amadurecimento através de sua obra e se firma como uma das novas autoras a se prestar atenção.

Seus pais foram da Nigéria para os EUA no início da década de 1990. Desde a década de 1960, quando a Nigéria se tornou independente do Reino Unido, que não conseguia se estabilizar politicamente e passou por golpes e mais golpes, que se intensificaram na década de 1990. Esse cenário completamente volátil fez com que um médico e sua esposa fossem para os EUA tentar uma vida melhor. Não foi nada fácil. Ele trabalhou como taxista, até conseguir ter uma licença para atuar como médico no novo país, e sua esposa trabalhou durante anos como faxineira. Com vergonha de toda a história confusa e violenta da Nigéria, eles criaram Tomi sem nenhum elo com aquele país. Apenas adulta que foi possível a Tomi se conectar com seu passado cultural que a permitiu escrever “Filhos de Sangue e Osso” como uma carta de amor ao país de origem de seus pais.

Fã de livros como “Jogos Vorazes”, Adeyemi não se sentia à vontade com a representação dos negros no livro. Influenciada por Harry Potter e Avatar, além de seu conhecimento sobre a cultura da África Ocidental, que estudou durante seu mestrado feito aqui no Brasil, na Bahia, nasceu sua trilogia. A autora gostava de criar histórias desde os cinco anos, mas apenas após os 18 anos que se sentiu a vontade para criar personagens negros. Época em que sentiu necessidade de conhecer melhor sua cultura.

Formada em Literatura Inglesa pela Universidade de Havard, Tomi fez seu mestrado no Brasil, na Bahia, onde se apaixonou pela cultura iorubá, grande influência para criar os clãs e personagens de seu livro, que acontece na África Ocidental. Também influenciada pelo movimento “black lives matter” a autora sempre quis criar um universo como o de Harry Potter, com personagens femininas negras, para que meninas negras se vissem em seu livro e se inspirassem.

Tomi é muito ativa nas redes sociais e aproveita toda sua nova influência para educar sobre a cultura negra e lutar contra o racismo.

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